Morte de Murilo: mãe faz apelo na porta do DHPP em Aju

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Mãe faz um apelo para que caso seja esclarecido (Foto: Portal Infonet)

A mãe de Murilo Tadeu Caldas Fontes esteve nesta terça-feira, 15, em frente ao Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). O rapaz faleceu nas instalações da Delegacia Plantonista em abril deste ano. Com um banner na mão, Márcia Caldas mostra indignada a foto do filho machucado, momentos após vir a óbito.

Márcia Caldas veio da Bahia para acompanhar a ouvida dos policiais que levaram o seu filho para a Delegacia Plantonista quando culminou com a morte de Murilo. Os policiais foram ouvidos pelo Delegado de Homicídios, Mário Leoni. Na delegacia a informação passada foi de que o delegado ainda estava realizando a ouvida dos policiais.

Bastante emocionada, Márcia Caldas diz que só ficará em paz, quando souber o que aconteceu com o filho e faz um apelo para que tudo seja esclarecido. “Já vendi um apartamento para pagar um advogado para acompanhar o caso e hoje vim de Salvador para tentar falar com o delegado para saber o que aconteceu com o meu filho. A polícia diz que foi overdose, mas meu filho nunca foi preso e não tem envolvimento com drogas. Estou em busca de explicações, até porque meu filho não era marginal, era um pai de família e tinha dois filhos e um enteado. Estou acreditando na justiça e no delegado para que tudo seja esclarecido”, afirma.

Um outro parente da vítima, que não foi identificado, contou como tudo ocorreu. “Ele e mais três amigos estavam no Albano Franco, quando o carro passou em um buraco. Eles saíram do carro e depois apareceu uns policiais a paisana, renderam eles e chamaram os policiais da 5ª delegacia. Segundo os amigos que estavam com Murilo, os policiais saíram com Murilo e deixaram os três no local. Só que quando eles retornaram, eles levaram Murilo e os colegas para a plantonista", conta. "Meu filho ainda chegou com vida à delegacia, mas ele não teve socorro e ele foi levado como bicho para lá”, diz Márcia Caldas.

Ainda segundo a família, o teste toxicológico que vai apontar se o jovem usou ou não droga no momento do ocorrido, ainda não ficou pronto.

Morte

Murilo Tadeu Caldas Fontes faleceu no dia 6 de abril deste ano, segundo a polícia, após passar mal. À polícia alega que a vitima foi detida ao ser flagrado com oito cápsulas (sendo seis vazias e duas com substância semelhante à cocaína) e quatro celulares em um veículo Ford Fiesta.

Já a família de Murilo contesta esta informação e acusa a polícia de ter espancado o jovem até a morte.

Por Aisla Vasconcelos

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