Morte de tartarugas no litoral sergipano preocupa Ibama

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(Foto: Arquivo Infonet)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realiza uma ação conjunta com a Polícia Federal (PF) para coibir a pesca predatória no litoral sergipano.

O aumento no número de mortes de tartarugas e golfinhos fez com que fosse deflagrada uma ação para fiscalizar o litoral sergipano em busca de embarcações de pescadores que estejam realizando a prática de pesca ilegal.

De acordo com o Chefe da Divisão Técnica do Ibama, Régis Fontana Pinto, neste período, os animais marinhos [tartarugas, golfinhos] vem até a costa para se reproduzir, o que acabam presos nas redes de pesca. “A gente sabe que a maioria das mortes em grande quantidade é por conta da pesca ilegal numa área chamada área de exclusão de pesca de rastro, que é de duas milhas ao longo da costa sergipana. Quando esses barcos arrastam nessa área proibida, eles terminam carregando tartarugas que ficam presas no fundo do saco de arrasto e acabam morrendo afogadas”.

Régis Fontana diz que a fiscalização é para proibir a pesca predatória 

Ainda segundo Régis Fontana, na maioria dos casos, os animais aquáticos não têm como se desprender da rede. “É uma pesca predatória, uma rede que vai arrastando o fundo e tudo que é animal ali vai terminar dentro da rede e morrendo no fundo. Essa pesca não pode acontecer na faixa proibida porque a quantidade de animais indesejados é muito maior do que no fundo do mar. Quando acontece em alto mar o risco desses animais caírem na rede é bem menor”, conta.

Multa e apreensões

Caso os agentes do Ibama e da PF constatem a pesca em áreas do litoral, o pescador poderá ser autuado, terá a embarcação e os objetos de pesca apreendidos, bem como será penalizado com uma multa que varia de R$ 700 a R$ 100 mil e mais acréscimo de R$ 20 por cada quilo de pescado encontrado na embarcação.

O IBAMA não possui um núcleo específico de educação ambiental, mas é feito um trabalho de conscientização segundo garante o chefe da Divisão Técnica Regis Fontana.  “Em todas as ações fiscalizatórias prezamos por antes de penalizar, conversar e orientar os pescadores, como fizemos na semana passada, onde um pescador foi flagrado próximo a linha considerada proibida e foi orientado a pescar mais afastado da Costa”, afirma.

Por Aisla Vasconcelos

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