Morte em tanque: familiares prestam depoimento à polícia

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Delegada ouve testemunhas e dono de empresa que contratou trabalhadores para limpar reservatório (Foto: reprodução vídeo da SSP)

Familiares dos três operários que morreram dentro de um reservatório de óleo diesel de um posto de combustível em Malhada dos Bois prestaram depoimento à polícia nesta terça-feira, 8. Os nomes das pessoas, que estão classificadas como testemunhas, não foram revelados, assim como detalhes da investigação estão sendo mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações, segundo informações transmitidas à imprensa pela delegada Maria Zulnária Soares, que conduz o inquérito policial.

Neste episódio que ocorreu no dia 2 deste mês às margens da BR 101 na localidade conhecida como Cruz da Donzela, em Malhada dos Bois, morreram José Márcio Vieira dos Santos, 34, e Douglas dos Santos, 26, que faziam a manutenção do reservatório, e também o borracheiro Leonardo Cerqueira Santos, 38, que entrou no tanque tentando salvar os dois operários que estavam passando mal no interior do reservatório. Douglas morreu no local e Léo, como é conhecido o borracheiro, e Márcio Vieira chegaram a ser socorridos, mas faleceram no hospital regional de Propriá.

No primeiro momento, a delegada Maria Zulnária identificou que as vítimas não utilizavam equipamentos de proteção individual e que os serviços não estavam sendo realizados de acordo com as normas técnicas. A delegada informou que, além dos familiares das vítimas, também compareceu à delegacia de polícia nesta terça-feira, 8, o proprietário da empresa contratada para prestar o serviço ao posto de combustível. Da mesma forma, o empresário prestou depoimento e o conteúdo do que foi dito permanece em sigilo.

A delegada acredita que concluirá a investigação antes do prazo previsto, que é de 30 dias estabelecido por lei. A delegada também aguarda a conclusão dos laudos periciais. O Instituto Médico Legal (IML) ainda não identificou a causa das mortes e aguarda os exames complementares realizados nos corpos das vítimas.

por Cassia Santana

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