MP discute combate ao Abuso e Exploração de criança

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Seminário aconteceu no MPE (Fotos: Portal Infonet)

Promotora Mírian Teresa Cardoso do Centro de Apoio Operacional do MP

Esta quinta-feira, 18, é comemorado em todo o país o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Para refletir e discutir sobre a temática, a Procuradoria-Geral de Justiça, através da Escola Superior e do Centro de Apoio Operacional da Infância e Adolescência, promove todos os anos um Seminário para destacar a importância do 18 de maio.

A data marca a luta pelos Direitos Humanos de crianças e adolescentes no Brasil. De acordo com a promotora Miriam Teresa Cardoso que coordena o Centro de Apoio Operacional da Infância e Adolescência (CAOpia), esse é o momento de mobilizar todos os entes envolvidos.

“Maio é o mês que todos nós trabalhamos para mobilizar e sensibilizar a sociedade para o dia nacional de enfrentamento ao combate a exploração sexual de crianças e adolescentes. Nesse dia o MP faz um alerta, chama a rede de proteção de vários municípios para que a gente faça uma avaliação, alerte a família e a sociedade para o tema da exploração”, diz.

Disque 100

O Disque 100 é um serviço de proteção de crianças e adolescentes com foco em violência sexual, vinculado ao Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Segundo a promotora, Mírim Teresa Cardoso, essa é uma ferramenta importante no combate a exploração sexual. 

“Recebemos notificações através do disque 100 que qualquer cidadão que tenha suspeita de abuso ou exploração em face de criança disca o 100. A denúncia é anônima, não precisa se identificar, mas claro que as denúncias não podem ser vazias. Essa denúncia do dique 100 vai para Brasília, passa por uma triagem, eles mandam para o Centro de Apoio Operacional que eu coordeno e para o Conselho Tutelar. O MP através do Centro de Apoio vai monitorando e a gente reencaminha a todos os municípios e comarcas. Os  promotores vão acompanhar com os conselhos tutelares e ver se essas denúncias procedem para dar a responsabilização ao agressor e o tratamento humanizado a vítima. É um trabalho de rede e não de um só”, informa.

Por Aisla Vasconcelos

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