Mulher tira roupa para poder entrar no banco

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Auxiliar de enfermagem diz que jogou os pertences no chão (Fotos : Portal Infonet)
A  auxiliar de enfermagem Michela Patrícia dos Santos, 32 anos, precisou tirar a roupa na porta giratória de uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) localizada no calçadão João Pessoa, centro da capital sergipana, na tarde desta quarta-feira, 28.

Todo o transtorno começou quando a porta travou no momento em que ela tentava entrar na agência e o guarda a perguntou se ela carregava na bolsa algum objeto de metal. “Como não tinha nada, ele mandou que eu voltasse e tentasse entrar novamente”, relata a mulher.

Depois de algumas tentativas frustradas, Michela pediu que chamassem o gerente para liberar sua entrada. “Tentei umas três vezes, só que apitava toda hora e o vigilante, inconformado, dizia que eu estava portando alguma coisa de metal, não permitindo que eu entrasse”, ressalta. Outras pessoas queriam entrar e esperavam na porta do banco para que a situação fosse resolvida. Isso fez com que ela ficasse nervosa. “Abri a bolsa e joguei tudo no chão para provar que não tinha nada”, lembra.

Mãe diz que conseguiu entrar na agência com chaves dentro da bolsa
A auxiliar de enfermagem estava na companhia da mãe, Elisabete Maria dos Santos, e do filho. Na tentativa de chamar o gerente para resolver a situação, a senhora entrou na agência, mas não conseguiu fazer nada para melhorar a situação.

Tratamento

Elisabete acredita que o problema não foi só da porta giratória, pois quando adentrou o prédio para solicitar ajuda do responsável pela agência, ela portava um celular. Em qualquer agência os seguranças sempre solicitam que os clientes deixem o aparelho em um recipiente, justamente para evitar o constrangimento da porta travada. “Independente do problema da porta, o vigilante tinha que ter tido respeito”, critica a mãe de Michela.

Depois de alguns minutos de desespero, Michela acabou tirando a roupa para tentar entrar. “Eu mostrei que não tinha nada na bolsa e tive que tirar a roupa para provar que não tinha nada. Então, chorando muito, de raiva e vergonha, tirei a blusa e abri o short, mostrando a calcinha”, relata.

Gerente

Michela ficou muito nervosa
O gerente só apareceu depois que a confusão já tinha sido formada. “No final de tudo, com a chegada da polícia o gerente apareceu e ainda disse na minha cara que o procedimento do segurança foi correto”, afirma.

Uma pessoa impediu que ela tirasse toda a roupa. “Uma mulher que tava na hora foi quem me acalmou e disse que não fizesse mais nada. Daí a polícia chegou e disse que a única coisa que poderia fazer era me encaminhar até a delegacia para prestar queixa”.

A jovem ainda informou que algumas pessoas se prontificaram a testemunhar o ocorrido. “Na hora muita gente ficou com pena de mim e falou que podia me acompanhar até a delegacia, mas os policiais disseram que precisava apenas de duas”, ressalta.

Michela foi conduzida até a 2° Delegacia Metropolitana de Polícia, situada na rua Divina Pastora, onde registrou a ocorrência. “Depois que registrei a ocorrência as pessoas que testemunharam me orientaram a procurar um advogado para entrar com uma ação. Não estou preocupada em ser indenizada, mas não quero que outras pessoas passem pelo que passei. Tomo remédio controlado e estou até agora nervosa com a situação que passei”, finalizou.

CEF
A assessoria de comunicação da Caixa Economica Federal informou que irá se pronunciar nessa quinta-feira, 29, através da publicação de uma nota.

Por Alcione Martins e Raquel Almeida

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