Mulheres caminham da Petrobras até Palácio Despachos

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Concentração na praça em frente à Petrobras (Fotos: Portal Infonet)

Trabalhadoras de várias categorias participaram do ato

Juliane Barbosa: "Falta de políticas públicas"

Trabalhadoras de vários segmentos se uniram ao Sindicato dos Petroleiros SE/AL, ao Movimento Mulheres em Luta (MML), a Conlutas e à Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (ANEL) e realizaram na manhã desta quarta-feira, 12, um ato na porta da Petrobras à rua Acre. De lá, saíram em caminhada até o Palácio dos Despachos.

A manifestação teve por objetivo lançar uma campanha por meio do Sindipetro com o lema: “Basta de Assédio e Violência Contra as Mulheres”, além de cobrar respostas ao documento reivindicatório entregue em agosto do ano passado. São exigências ao governador do Estado pela aplicação de políticas públicas de combate à violência contra a mulher.

“Esse é um ato que conta com representantes de algumas categorias e sindicatos, contra o assédio moral e sexual que as mulheres trabalhadoras vêm sofrendo dentro das grandes empresas. Estamos na luta pelo 8 de Março, exigindo da presidente Dilma Rousseff políticas públicas para as mulheres. Para se ter uma ideia, o Governo Federal investe 42% no pagamento de dívidas e apenas 26 centavos em cada uma das mulheres desse país”, lamenta Juliane Barbosa, representante do MML.

De acordo com ela, uma das reivindicações no ato diz respeito à falta de creches. “Como se vê, aqui estão várias mulheres com seus filhos porque não tiveram onde deixar. A presidente Dilma prometeu no início do Governo, construir cinco mil creches e até agora não foi feita nem mil. Vamos em caminhada cobrar do Governo do Estado, ações de combate à violência contra a mulher, não apenas a violência doméstica, mas nos ônibus, nas ruas”, completa.

Participaram da manifestação, trabalhadoras petroleiras, agricultoras familiares, pescadoras, servidoras públicas e estudantes. No Palácio dos Despachos, elas cobraram respostas ao documento reivindicatório entregue em agosto do ano passado. São exigências ao governador do Estado pela aplicação de políticas públicas de combate à violência contra a mulher.

“Enquanto as empresas homenageiam as mulheres com flores e bombons, chamamos as trabalhadoras a lutar. Precisamos dizer que a condição das mulheres tem piorado. Estatísticas apontam que 15 mulheres por dia morrem de forma violenta no Brasil”, destaca Gilvani Alves, da secretaria de mulheres do Sindipetro e da coordenação do MML.

Por Aldaci de Souza

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