Mulheres vão às ruas pela descriminalização do aborto

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Edjanária: mobilização pelo fim da violência (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

Um grupo de ativistas se concentrou nos Arcos da Praia de Atalaia, em Aracaju, em mobilização que marca o 8 de março, data dedicada ao Dia Internacional da Mulher. Uma tentativa de enfrentar um desafio secular de por fim à violência rumo à liberdade de escolha sem submissão. E, no contexto de igualdade, liberdade e autonomia, a luta pelo direito ao aborto com segurança e descriminalização deste procedimento se consagra como um dos pontos da pauta de mobilização, conforme ressaltou a ativista Edjanária Borges, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT.

“O 8 de março representa apenas um dia simbólico e, nesta simbologia nos mobilizamos para manter a luta para que tenhamos acesso digno ao trabalho, igualdade de direitos, igualdade nos salários e respeito à liberdade de escolha à maternidade e sexual”, ressaltou Edjanária, numa alusão às diferenças salariais entre homens e mulher que ocupam o mesmo posto de trabalho. “Somos maioria, mas continuamos subrepresentadas, inclusive no movimento sindical”, ressaltou.

A mobilização foi marcada por apresentação artística, discursos e distribuição de panfleto. “Queremos combater as desigualdades de gênero no trabalho, na sociedade e nos sindicatos. Apesar de termos mais escolaridade, ainda recebemos os menores salários”, destaca um trecho do panfleto. Quem passou naquele trecho, se engajou na mobilização. "Isso tem que acontecer porque do jeito que as coisas estão, não presta", ressaltou a vendedora Elisabete Cruz. "Muitas mulheres abortam porque não têm apoio da família", comentou.

Banhistas também são abordadas

Homens se engajam na campanha e levantam bandeira

Continua na pauta bandeiras históricas ainda pendentes de conquista, a exemplo de ampliação do número de creches de qualidade, paridade nos espaços de poder e decisão, regras mais democráticas para as eleições com financiamento público de campanhas e repartição igualitária de recursos entre homens e mulheres, liberdade de escolha entre maternidade e sexualidade com campanhas sobre a descriminalização do aborto, garantia de atendimento integral à saúde da mulher o a prática do aborto em condições seguras e a democratização dos meios de comunicação com o objetivo de romper os estereótipos e padrões que mercantilizam e exploram os corpos das mulheres.

Por Cássia Santana

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