Obras da pista ligando BR-235 à Av. Sta. Gleide paradas

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Matagal invade as duas pistas e atrai marginais (Fotos: Portal Infonet)

As obras da nova rodovia que desafogará as vias de acesso à capital sergipana, ligando a BR-235 à avenida Santa Gleide, continuam paralisadas. O abandono vem causando transtornos aos moradores dos loteamentos Boa Viagem, Sobrado, Santa Cecília, Parque São José e Nossa Senhora de Fátima, principalmente por conta do matagal que vem servindo de esconderijo de marginais.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura informou estar aguardando decisão judicial para reabrir processo licitatório visando a contratação de uma construtora.

“Eu moro aqui há 27 anos e o descaso de poder público pode ser visto a olho nu. Com a paralisação das obras da nova rodovia, a situação vem piorando à cada dia. Determinaram que eu derrubasse o muro do meu terreno para recuar, que o Governo do Estado ia indenizar. Até agora não recebi nada pelos cinco metros do meu terreno. Só gastei para recuar e não construíram nada”, lamenta d. Marize Ferreira da Silva Santos acrescentando que já roubaram vários postes e o número de assaltos a ônibus aumentou na região.

D. Marize Ferreira: "Moro aqui há 27 anos e a situação só piora"

O presidente da Associação de Moradores do Loteamento Nova Liberdade, Serafim Fontes, informou que as obras estão paralisadas há dois anos. “Desde 2012 que os serviços estão parados. Já indenizaram mais de 100 famílias por meio da Justiça e agora quem está perdendo são os moradores desses loteamentos, principalmente por causa dos assaltos que estão crescendo demais na região por conta desse matagal. O pior é que os serviços estão orçados em R$ 10, 8 milhões, dinheiro público s eperdendo", destaca Serafim Fontes.

Seinfra

Na assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), a informação é de que foram indenizados 103 imóveis entre casas e terrenos.

“Como a maioria dos proprietários não tinha os documentos de escrituras, o processo de desapropriação teve de ser feito por ordem judicial. Quando o processo que durou cerca de um ano foi concluído, a construtora não quis mais dar continuidade às obras. A Seinfra lançou nova licitação, duas empresas se inscreveram, uma foi desabilitada. Ao começar avaliar a empresa restante, a que foi desabilitada entrou com uma ação na Justiça, que determinou que o processo licitatório fosse parado”, esclarece a ascom Seinfra.                                                                                     

Serafim Fontes: "Obras paralisadas desde 2012. Dinheiro jogado fora"

Por Aldaci de Souza

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