Ocupantes do Clube dos Servidores aguardam decisão

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Barracos montados no Clube do Servidor Público
As 33 famílias que ocupam o terreno do antigo Clube dos Servidores de Sergipe ainda não receberam nenhuma ordem de despejo. “Não recebemos nenhuma ordem oficial de despejo”, informou Marcos Simões, representante do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU).

Segundo Simões, o assunto foi tratado na manhã de ontem, 11, pelo secretário de Estado da Administração, Jorge Alberto,  em reunião com representantes do MOTU, Movimento Popular de Saúde (MPS), Movimento Negro Unificado (MNU) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). De acordo com ele, o secretário se prontificou a ajudar as famílias carentes, informando que tentaria marcar uma conversa com o governador Marcelo Déda (PT) a fim de tratar sobre questões habitacionais do Estado.

“O secretário disse que iria propor ao governador a venda desse terreno para arrecadar dinheiro na construção de casas populares para pessoas carentes como nós. Mas esse terreno já está abandonado há muito tempo e só agora com a nossa ocupação, é que os políticos se deram conta que ele existe. A gente não quer sair daqui porque esse local é público e estava desapropriado”, afirmou Marcos.

Marcos Simões
O secretário Jorge Alberto alegou que por ser a Secretaria de Administração, órgão responsável pela proteção do patrimônio público, comunicou a ocupação à Procuradoria Geral do Estado (PGE) para que, junto à Justiça, obtivesse a reintegração de posse de forma pacífica.

“Fazer de tudo para ficar”

“Se pedirem para sair daqui, vamos fazer de tudo para ficar porque não temos mais para onde ir. Vamos conversar com calma de forma que nenhuma das partes saia prejudicada”, disse Vilma Souza, uma das ocupantes do terreno.

As 33 famílias ocupam o terreno do antigo Clube dos Servidores desde o último dia 29 de agosto. Sem água e energia elétrica, eles reivindicam por condições dignas de moradia e por investimentos do Estado nesse âmbito. Até agora, não há data prevista para a desocupação do lugar, mas uma nova reunião será marcada ainda este mês no intuito de verificar as necessidades e pretensões dos ocupantes.

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