Óleo: Belivaldo diz que Governo Federal não está preparado para atuar

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O governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, afirma que mesmo decretando situação de emergência pela chegada da mancha de óleo a Sergipe e o Governo Federal reconhecendo, o Estado ainda não recebeu nenhuma verba federal. Belivaldo cobra medidas mais enérgicas, e afirma que o Governo Federal não está preparado para enfrentar incidentes dessa natureza.

Belivaldo Chagas cobra medidas efetivas do Governo Federal (Foto: Arquivo Portal Infonet)

“Apresentamos um plano de ação no decreto de emergência onde está demonstrado os custos financeiro de tudo. O que nós queremos saber efetivamente é quando teremos recursos, quando teremos a colaboração do Governo Federal para agir em conjunto. Não adianta ficarmos recebendo visitas e entregando relatórios. Não recebemos um centavo e a atenção do Governo Federal é pouca. O Governo do Estado está fazendo sua parte, os órgãos estão presentes acompanhando o que está acontecendo, mas essa é uma responsabilidade do Governo Federal”, afirma.

Belivaldo lembra que medidas enérgicas não foram adotadas quando a mancha de óleo aparaceu no estado do Ceará, e por conta disso, a mancha se espalhou pelo Nordeste, e até o momento não se sabe a origem desse óleo e a quantidade que foi derramada no litoral brasileiro.

“Infelizmente, o que se pode dizer é que nem a Petrobras e nem o Governo Federal está preparado para conviver com tipos de acidentes ou incidente como esse. Imagine se isso vier a acontecer com a própria Petrobras. Que tipo de equipamento eles têm? De que forma vão agir? Porque se não colocaram à disposição de todos nós para resolver o problema é porque não tem expertise, não tem material suficiente e nem equipamento”, critica.

Petrobras

A Petrobras reforça que tem dado apoio permanente ao Ibama nos esforços para limpeza das praias atingidas por óleo no Nordeste. A atuação da companhia na limpeza das praias é feita por solicitação e coordenação do Ibama, órgão responsável pela estratégia de contenção do óleo. A Petrobras reforça que o óleo nas praias do Nordeste não tem origem em suas operações e os custos das atividades de limpeza serão ressarcidos, conforme informado pelo Ibama

Desde o dia 12 de setembro, a companhia coletou mais de 200 toneladas de resíduos oleosos (mistura de óleo e areia). Ao todo, a Petrobras mobilizou cerca de 1700 agentes ambientais para limpeza das áreas impactadas e mais de 50 empregados para planejamento e execução da resposta.

Também foram acionados cinco Centros de Defesa Ambiental (CDA) e nove Centros de Resposta a Emergência. Os CDAs são instalações da Petrobras distribuídos estrategicamente em diversas regiões do país, de modo a complementar os recursos de resposta a emergências de vazamento de óleo das unidades operacionais da companhia. Além dos CDAs, cada unidade possui equipamentos e recursos para resposta imediata nos seus Centros de Resposta a Emergência. Essa estrutura garante os tempos, os recursos e capacidade de resposta das instalações sob gestão da companhia.

Por Karla Pinheiro

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