Mancha de óleo: Adema ainda não recebeu laudo da UFS e nem da Marinha

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Barril com substância química encontrado nas praias de Sergipe (Foto: Adema)

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) ainda não recebeu nenhum laudo da análise da substância oleosa que afeta o litoral sergipano desde o mês de setembro. As análises para identificar a origem da substância estão sendo feitas pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e pela Marinha do Brasil.

“Há especulações, mas nenhum laudo foi entregue oficialmente a Adema. Estamos aguardado os resultados das análises das amostras coletadas no litoral de Sergipe”, afirma.

Durante o último final de semana, notícias foram veiculadas na imprensa nacional dizendo que a UFS detectou que a substância dos barris da empresa Shell, encontrados nas praias de Sergipe, e as substâncias das manchas de óleo encontradas no litoral nordestino são as mesmas. Com isso o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, determinou que o Ibama notificasse a multinacional cobrando explicações.

A assessoria de comunicação da UFS não confirma o resultado da análise que está sendo divulgado na imprensa. De acordo com a assessoria, todos os pesquisadores do Departamento de Química da UFS e o coordenador do Laboratório de Petróleo e Energia da Biomassa (PEB), professor Alberto Wisniewski, que estão trabalhando na análise do óleo recolhido na costa sergipana, desconhecem o resultado dessa análise.

A Shell do Brasil informa, através de nota, que o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira. Trata-se de embalagens de lubrificante para embarcações, de um lote não produzido no Brasil. A Shell ressalta que o próprio adesivo em um dos tambores encontrados em Sergipe traz a data de 17/02/2019 associada ao transporte do lubrificante Argina S3 30, e que a mancha de óleo cru que está atingindo o litoral começou a impactar a costa em setembro. Isso aponta para uma possível reutilização da embalagem em questão – reutilização esta que não foi feita pela Shell. A companhia informa ainda que não transporta óleo cru acondicionado em tambores em rotas transatlânticas.

Segundo a nota, o IBAMA está ciente do caso e a empresa não recebeu nenhuma notificação do órgão ambiental.

O Portal Infonet entrou em contato com a sede do Ibama em Brasília, mas até a publicação da matéria não recebemos resposta do órgão. O Portal Infonet está à disposição através do e-mail jornalismo@infonet.com.br e através do telefone (79) 2106-8000.

Por Karla Pinheiro

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