Operação Angico já prendeu 25 pessoas em SE

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João Batista: “Não existem quadrilhas de roubos de gado em Sergipe”
A Operação Angico, iniciada na última segunda-feira, 1º de fevereiro, no sertão sergipano, conseguiu prender até esta quinta-feira, 4, 25 pessoas, numa atuação conjunta entre policiais civis e militares. Somente nos municípios de Ribeirópolis e Monte Alegre, foram presas 11 pessoas ligadas a furtos e roubos de gado na região. Houve a apreensão de cargas de pneus e no município de Itabaiana, quatro abatedouros clandestinos fechados.

Os dados foram apresentados no auditório da Polícia Militar de Sergipe na manhã desta sexta-feira, 5, pelo superintendente da Polícia Civil, João Batista Santos Júnior e o comandante geral da Polícia Militar, coronel José Carlos Pedroso, que comemoraram os resultados parciais da Operação que não tem prazo para terminar.

Coronel Pedroso: “resposta a população”
O superintendente João Batista afirmou que em relação ao roubo de gados, não existem quadrilhas no Estado de Sergipe. “O problema no sertão é de pequeno e médio porte. O roubo de gado não está institucionalizado, mas numa região tão pobre quanto a do sertão, a idéia é evitar esse tipo de ocorrência. Uma pessoa que tem 10, 15, 20 cabeças de gado e ver um meliante chegar e levar a metade, acaba por inviabilizar a vida das famílias”, lamenta.

Abatedouros clandestinos

Quanto aos abatedouros clandestinos, João Batista disse que “além do problema criminal, torna-se um problema de saúde pública, devido às questões de higiene e inclusive estamos contando com a ajuda da Emdagro no combate”, informa.

Ele afirmou que o problema dos abatedouros clandestinos “é mais ou menos como furto de veículos, pois o indivíduo não vai levar o boi para casa. Tem que ter um caminhão para transportar o gado roubado, alguém para levar e vender nos abatedouros”.

Operação prossegue

O superintendente da Polícia Civil disse ainda que a Operação Angico vai prosseguir. “A determinação do próprio governador Marcelo Déda e da Secretaria de Segurança Pública é de que os trabalhos não têm prazo para terminar. “Sabemos que não vamos acabar com esse tipo de crime na região, mas a idéia é de que possa diminuir sensivelmente o número de roubos”, enfatiza acrescentando que a polícia já tinha informações sobre os suspeitos e a população ajudou.

Sucesso comemorado

Na coletiva, o comandante da Polícia Militar comemorou o andamento da Operação Angico. “É uma operação realizada entre as duas polícias e devemos destacar o trabalho do Pelotão de Caatinga no combate ao roubo de gado em Sergipe. Havia a necessidade para dar uma resposta imediata a população”, diz.

“É importante dizer que esse trabalho só pode ser feito com a união das polícias e nós estamos trabalhando de forma irmanada para alcançar esses objetivos”, complementa João Batista.

Por Aldaci de Souza

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