Pacto de Enfrentamento à Violência LGBTfóbica é apresentado em evento

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Evento ocorreu na manhã de hoje (Fotos: Portal Infonet)

O Estado de Sergipe passou a integrar nesta semana a lista de estados que aderiram ao Pacto de Enfrentamento à Violência LGBTfóbica. Na manhã desta sexta-feira, 26, um evento realizado no auditório do Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE), apresentou ao público detalhes da ação que é desenvolvida pelo Governo Federal, e que possui cinco eixos básicos: prevenção, investigação, reparação, participação e transparência.

De acordo com o promotor de Justiça e presidente da Comissão de Promoção dos Direitos LGBTs do MPSE, Francisco Ferreira de Lima Júnior, além das promotorias que irão atuar na comissão, o grupo formado pelo MP “atuará tanto internamente quanto externamente no que diz respeito as políticas públicas voltadas para os LGBTs”, descreve.

O evento contou com a presença da diretora de Promoção dos Direitos LGBT da Secretaria Nacional de Cidadania do Ministério dos Direitos Humanos, Marina Reidel. Para ela, o principal objetivo do Pacto é construir uma rede com os estados, sociedade civil, ONGs, espaços do judiciário e outras esferas, para que hajam avanços no enfrentamento à violência praticada contra a população LGBT.

Segundo Marina, esta é uma pauta que precisa ser discutida com toda a sociedade, para que a cultura da violência e da disseminação do ódio seja desmistificada. “É pensar para além que a gente precisa sobreviver, que temos o direito de ir e vir e muitas vezes esse direito nos é negado o tempo inteiro”, afirma.

Marina Reidel e Francisco Ferreira participaram da atividade

Para ela, o assassinato de Laysa Fortuna, ocorrido na última semana, retrata a violência que as pessoas trans e travestis tem passado diariamente. “Infelizmente são vidas que a gente perde, e aí vem de encontro a necessidade de discutir isso. A adesão do estado hoje é isso mesmo. Infelizmente, foi por conta de uma tragédia, mas que outras tragédias não aconteçam porque precisamos pensar em elementos básicos de educação, saúde, segurança pública, serviço social, e outros pontos que tensos e que o tempo inteiro nos afeta”, declara.

Ela acredita que o quadro de violência LGBTfóbica diminuirá a partir do momento que a sociedade passar a respeitar às individualidades de cada pessoa e que os governos trabalhem para que haja fomento ao acesso às políticas públicas. “O problema é essa cultura que está colocada no Brasil como um todo, de que a travesti deve estar naquela esquina, mas não necessariamente ele precisa estar ali. Ela pode ter a opção da esquina como uma profissão, mas não só essa”, pensa.

por Yago de Andrade

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