Parque Nacional à beira do Velho Chico pode impulsionar turismo

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Será apresentada a proposta para delimitação da área do Parque Nacional do Cânion do São Francisco, área de proteção ambiental que pode alavancar o turismo da região da caatinga sergipana. A informação foi dada pelo representante do Ministério do Meio Ambiente, Maurício Laxe, durante a reunião do Fórum Ampliado do Núcleo de Articulação do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do São Francisco em Sergipe (NAP/SE), hoje, 8, pela manhã.

“O parque é um compromisso de resgatar a história do Brasil, já que ele existiu entre 1948 e 1969. Ele potencializará o turismo da região, viabilizando um atrativo turístico fundamental. Um portão de entrada para um turismo que hoje é essencialmente litorâneo no Nordeste, para possibilitar aos brasileiros descobrir as belezas do sertão”, falou Maurício Laxe. 

A área pertence ao corredor ecológico da caatinga e abrange desde a região onde Lampião foi morto (Angicos), até o local onde foi construída a primeira usina hidrelétrica do Brasil (perto de Delmiro Gouveia). A área do projeto Nova Califórnia está fora dos limites do parque. Dentro dos próximos 90 dias deverá haver uma audiência pública para a criação do Parque.

Revitalização do Rio São Francisco

Da esquerda para direita: o engenheiro Lindomar Leitão, o superintedente da Codevasf Paulo Viana, e o representante deo MMA, Maurício Laxe
Além da criação do Parque Nacional do Cânion do São Francisco, outras ações dentro do Vale do São Francisco foram destacadas no evento. Esse ano foram investidos R$17 milhões de reais em projetos como saneamento básico das cidades próximas ao rio, plano de desenvolvimento sustentável da região, e recuperação da mata ciliada do rio.

Uma das ações destacadas foi a contenção das margens do rio entre Propriá e Neópolis, uma área que compreende 2.300 metros. “Nós precisamos agora é que haja um maior esforço da sociedade civil e das Ong´s nessas ações concretas”, comentou o superintende da Codevasf em Sergipe, Paulo Viana.

No ano de 2006, por conta das eleições, os investimentos da Codevasf foi menor que no ano passado, apenas R$ 4 milhões. Dentro desses recursos estão as ações de recuperação de nascente, reflorestamento e produção de mel na região.

“O projeto de revitalização é de médio a longo prazo. Espera-se pelo menos de 15 a 20 anos para resultados. Mas é um trabalho que está sendo desenvolvido com inúmeras atividades, que podem ser sentidas”, comentou o Engenheiro Agrônomo Lindomar Leitão, Regional de Revitalização da Bacia Hidrográfica.

O engenheiro descartou a possibilidade de falta de recursos hídricos com a transposição do rio. “É uma atitude extremamente exagerada dizer que poderá haver qualquer problema com a retirada de água do rio São Francisco, o que se estima com a retirada de água é uma lâmina d’água de 1cm que não causará qualquer problema”, afirmou.

O Fórum da Bacia Hidrográfica do São Francisco em Sergipe reúne nove instituições, que formam o Comitê Executivo do NAP-SE, e 23 entidades que compõem as chamadas câmaras técnicas.

 


 

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