Pescador é assassinado no João Alves

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Local onde pescador foi morto (Fotos: Cássia Santana / Portal Infonet)

Pescar, vender os peixes na comunidade e ser prestativo, fazendo pequenos serviços nas casas das pessoas. Esta era a rotina de Baiano, o rapaz que tombou morto na manhã desta segunda-feira, 4, depois de alvejado por tiros numa viela denominada Invasão dos Cano (sic), no Conjunto João Alves Filho, município de Nossa Senhora do Socorro.

O corpo dele continua sem identificação no Instituto Médico Legal (IML), mas o Portal Infonet esteve na Invasão dos Cano (sic) e, na comunidade, fez contato com uma mulher que o conhecia e que teria dado alojamento à vítima numa outra invasão, no Rio do Sal, bem próximo à localidade onde ocorreu o assassinato.

Ela prefere não ser identificada, mas informou que a vítima é natural de Salvador, por isto a origem do apelido ‘Baiano’, e que a identidade dele seria Carlos Roberto dos Santos. “Ele deixava a carteira de identidade dele na casa de uma amiga”, diz. As informações na comunidade dão conta que Baiano tinha mãe, esposa e quatro filhos que residem em Salvador, capital baiana. “Tinha filhas muito bonitas”, comenta uma senhora.

Comunidade vive assustada

O endereço dele era incerto, mas na comunidade da Invasão dos Cano (sic), ele sempre encontrou pessoas amigas. “Eu já deixei ele morar aqui comigo por um tempo, mas depois eu botei pra fora pra o povo não ficar pensando outra coisa”, disse uma senhora, que reside na Invasão. “Era uma pessoa tão boa, fazia muita coisa por nós aqui na invasão, consertava nossa luz, nossa água, lavava roupa e arrumava a casa pra gente. Não merecia morrer desse jeito”, lamenta a senhora, que prefere o anonimato.

A Invasão dos Cano (sic) é um local problemático, segundo admite o delegado da Polícia Civil André Gouveia, responsável pelas apurações. Assim como há moradores de ‘bem’ há também grande influência com o comércio de drogas.

A equipe do Portal Infonet foi ao local e constatou certa resistência de algumas pessoas, que tentaram intimidar a equipe e, em tom de desconfiança, perguntavam se havia algum problema. “Algum problema, dona Maria?”, questionou uma moça, em tom de arrogância. Ela estava acompanhada por um grupo formado por homens. Quando percebeu que as informações que a equipe do Portal Infonet buscava estavam relacionadas ao assassinato, o grupo se dispersou, deu passagem e transmitiu informações erradas quanto à localidade exata onde ocorreu o crime.

Por outro lado, os moradores reclamam das condições em que vivem, mas não se identificam. “A gente aqui vive sem saber, sem ouvir e sem ver nada”, comentou uma moradora. “A gente mora aqui e temos (sic) filhos, né?”, completa, sem esconder o medo constante que atormenta todos os moradores.

Para se ter ideia, o crime ocorreu durante o dia, em via pública, mas ninguém sabe contar o que efetivamente aconteceu.

Por Cássia Santana

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