Petrobras: sem salário, terceirizados fazem novo ato

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Servidores pedem pagamento dos salários (Fotos: Portal Infonet)

Pela segunda vez este ano, os cerca de 300 funcionários terceirizados da empresa Tenasa, que prestam serviço a Petrobras em Sergipe, estão mobilizados mais uma vez em frente sede da estatal, onde realizam um ato nesta quarta-feira, 26. Os trabalhadores estão sem salários há mais de dois meses, razão que motivou a greve, que já dura duas semanas.

Segundo o representante dos trabalhadores, Carlos Franco, além dos atrasos nos salários, os valores referentes ao transporte e alimentação também estão atrasados. “A gente já não sabe mais o que fazer porque esses atrasos estão sendo recorrentes. Além disso, por conta da falta de transporte, muito servidores não puderam estar aqui. A empresa alega que o valor referente aos pagamentos está bloqueada, mas essa explicação não nos ajuda em nada. Queremos receber o que é nosso”, reclama.

De acordo com Franco, os trabalhadores sofrem assédio moral e muitos estão com medo aderir ao movimento. “A gente sofre perseguições. Muitos servidores estão buscando os trabalhadores em casa, para garantir que eles trabalhem e entre em greve como os demais”, denuncia.

Petrobras

Carlos Franco "queremos o que é nosso de direito"

A Petrobras informa, através de sua assessoria, que as denúncias referentes a perseguições são inverídicas. Afirma também, que está acompanhando de perto a situação dos funcionários que está tomando as previdências para garantir o direito dos trabalhadores.

Tenasa

A equipe do Portal Infonet também entrou em contato com a empresa Tenasa [sede na Bahia], no último dia 20 de março, e segundo Andrea Pasqueira, do Núcleo de Contratos da Tenasa, a informação passada foi de que a empresa teve um bloqueio de todas as faturas por meio de uma ação trabalhista ajuizada no Ministério do Trabalho. A empresa entrou com um mandado de segurança e o Ministério concedeu o desbloqueio da conta. Andrea Pasqueira informou ainda, que aguarda o desbloqueio da conta por parte da Petrobras para que o pagamento seja efetivado.

Por Eliene Andrade

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