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Audiência na manhã desta terça-feira, 1º (Fotos: Portal Infonet) |
A falta de um disque acessibilidade na Prefeitura de Aracaju, foi discutida na manhã desta terça-feira, 1º, na Promotoria da Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos do Ministério Público Estadual (MPE). Na ocasião, o ouvidor geral do município, Berivaldo Vieira Figueiredo, informou à promotora Berenice Andrade e aos representantes dos órgãos voltados às pessoas com deficiência, que a Ouvidoria está funcionando em caráter provisório até que seja implantado o projeto definitivo. Foi dado prazo até 30 de julho para que sejam atendidos os critérios de acessibilidade.
O Ministério Público já havia dado um prazo de 60 dias para que seja implantado o projeto apresentado pelos representantes dos Conselhos Estadual e Municipal dos Direitos da Pessoa Com Deficiência, Associação dos Deficientes Visuais e Conselho da Pessoa com Deficiência de Aracaju.
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Gorette Medeiros, presidente do CMDPcD |
“Nós queremos um número específico para que a pessoa com deficiência possa entrar em contato para falar sobre as demandas e que haja um retorno, uma resposta para saber como está o andamento das reivindicações, destaca a presidente do Conselho Municipal da Pessoa com deficiência, Gorette Medeiros.
De acordo com o ouvidor, as pessoas com deficiência devem telefonar para o número 3179-1162. “Ou acessar a página da prefeitura na Internet e clicar no ícone exclusivo para a Ouvidoria. A Ouvidoria está funcionando desde maio e até agora não teve uma única demanda por parte de pessoas com deficiência”, ressalta Berivaldo Vieira.
“Nós nunca fomos informados do número. O surdo vai fazer essa denúncia como?, por telefone não pode. A tecnologia está avançada, vocês têm telefones adaptados para libra ou que a pessoa com deficiência possa ter acesso por meio de mensagens?”, questiona a presidente do cosnelho estadual, Jane Mare Santos.
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Jane Mare, presidente do CEDPcD |
“Realmente eu desconheço esse tipo de aparelho e nós divulgamos o número da Ouvidoria por meio da imprensa”, completa o ouvidor explicando que foi realizada uma reunião com a presidência da Emurb e a assessoria jurídica referente à implantação do Disque Acessibilidade.
“Ficou estabelecido que temporariamente o serviço poderia ser realizado pela Ouvidoria Geral, recém implantada, por existir um sistema informatizado que permite o acompanhamento das manifestações da população, enquanto fosse implantada uma estrutura que permita atender às demandas”, afirma.
A promotora Berenice Andrade lamentou que o ouvidor não estivesse a par do projeto de acessibilidade. “Essa audiência seria já para trazer uma solução, uma definição com base na Lei de Acessibilidade, mas pelo que estou vendo o senhor não está por dentro do projeto”, afirma.
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Berivaldo Vieira, ouvidor geral do município
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Berivaldo Vieira explicou que não teve conhecimento dos projetos encaminhados pelos conselhos. Representantes da Emurb ficaram de se reunir com o ouvidor geral para analisar o projeto e emitir um parecer final até o prazo dado pela promotora.
Por Aldaci de Souza
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