PMs podem estar sendo usados para escoltas de instituições bancárias

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A denúncia foi feita pelo sargento Jorge Vieira (Foto: Arquivo Portal Infonet)
Alguns policiais militares do interior estão desempenhando serviço particular de segurança para instituições bancárias. A denúncia, que já foi alvo de inquérito na capital sergipana, quando viaturas foram flagradas fazendo escolta para uma empresa de segurança que transportava malotes, parece ser uma prática frequente também no interior do Estado.

A denúncia feita na tarde desta terça-feira, 21, para a equipe do Portal Infonet pelo gestor da Associação Beneficente de Servidores Militares de Sergipe (Absmse), sargento Jorge Vieira, e foi registrada no município de Porto da Folha, distante 190 km da capital sergipana.

De acordo com Vieira a gerente de uma instituição bancária do município ligou para a unidade policial da região e pediu a escolta dos militares. Com um efetivo de apenas quatro policiais para cobrir a cidade e mais nove povoados, o gestor da associação afirma que além de se recusar a desempenhar a função explicou que o dever da polícia é o trabalho ostensivo.

“A nossa função é ostensiva e preventiva, mas já me falaram que isso acontece cotidianamente. Infelizmente alguém está equivocado. Além de ser uma prática ilegal é um risco para o policial militar, que não tem estrutura para esse tipo de serviço, para o qual é necessário um carro blindado e armamento pesado”, enfatiza Vieira.

O advogado da Associação, Márlio Damasceno, ressalta a ilegalidade da prática. “É totalmente ilegal que a polícia militar seja usada para fazer esse tipo de serviço. A ilegalidade é tão grande que o governador reconheceu e retirou os militares que faziam segurança no Banco do Estado”, lembra.

A equipe do Portal Infonet tentou contato por telefone com o responsável pelo batalhão de Porto da Folha, mas não obteve êxito. No comando da PM ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto

Banho de sol

Outra irregularidade que foi denunciada pelo gestor é a existência de um preso que está há mais de um mês sem ter acesso ao banho de sol. “Esse preso está há dois meses em uma cela sem ter direito a banho de sol porque aqui não têm acesso. Isso fere a dignidade do ser humano e é preciso que alguém faça alguma coisa”, reivindica Vieira. 

Por Kátia Susanna

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