Policiais realizam Operação Padrão

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Assembleia reuniu dezenas de policiais (Foto: Ascom Sinpol)

Reunidos em Assembléia Ordinária do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol Sergipe) na tarde de sexta-feira, 03 de junho, escrivães, agentes e agentes auxiliares aprovaram a proposta da Operação Padrão. O objetivo é sensibilizar os gestores públicos sobre as recentes negociações salariais, sem a regular participação da categoria.

“Plantou-se a semente do divisionismo, com o pedido de reajuste diferenciado para os policiais civis delegados (linear de 5% do ano de 2008 + retroativo parcelado, totalizando cerca de 20% de aumento), pior, o governador Marcelo Déda semeou essa semente com o Projeto/Lei já aprovado pela Assembléia Legislativa de Sergipe, votado no dia 26 de maio. A categoria da Polícia Civil diz NÃO ao desrespeito recebido”, afirmou o Sinpol em Convocação Urgente.

A proposta do Sinpol é a de que as demandas da Polícia Civil devem ser discutidas na Mesa de Negociação ou na Comissão da Elaboração da Lei Orgânica, com todos juntos (SSP, PC, SINPOL e ADEPOL). “Se o Governo alegou que cumpriu o acordo em ceder o ajuste diferenciado aos delegados porque deu sua palavra, ainda que as imagens digam o contrário, tudo bem. Todavia, que a palavra do governo seja mantida em relação ao acordo firmado com o Sinpol em 2008, qual seja, o salário dos agentes, agentes auxiliares e escrivães equivalente a 60% do salário dos delegados” reivindicou o Sindicato.

A partir dessa sexta, cerca de 60 policiais participaram da mobilização e paralisação dos serviços na Delegacia Plantonista, das 21h às 2h de sábado, 04 de junho. A Operação Padrão inclui ainda paralisações na Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), Delegacia de Homicídios, Polinter e Especializadas. No cotidiano de trabalho, os agentes, agentes auxiliares e escrivães irão trabalhar somente com ordens de serviço por escrito, e na perspectiva de que sem delegado a delegacia não pode funcionar, já que ele tem que cumprir seus deveres de autoridade.

De acordo com o presidente do Sinpol, Antônio Moraes, esse é o momento da categoria mostrar como ela é unida e está preparada para lutar por igualdade. “De início serão cinco momentos de mobilização, mas nós estamos nos organizando para aumentar essas paralisações setoriais até que nossas reivindicações sejam atendidas. Não vamos compactuar com esse tratamento diferenciado e com as desigualdades, porque isso trará o retrocesso à nossa instituição, promovendo a desarmonia e o abismo entre direitos e deveres. Os agentes, agentes auxiliares e escrivães são as peças essenciais da instituição e que fazem a estrutura da Polícia Civil movimentar-se. E isso será provado com a Operação Padrão”, garantiu.

Filiação à Feipol e NCST

Foi aprovado em Assembléia na tarde de ontem (3) a filiação do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol Sergipe) à Federação Interestadual dos Policiais Civis (Feipol) e à Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST). Segundo o presidente do Sinpol Sergipe, essa será uma grande oportunidade de avanço da luta dos policiais civis sergipanos. “Nós temos muito o que compartilhar e aprender com essas duas instituições de representação nacional, e que são referências de organização e mobilização. Nossa filiação à Feipol e à Nova Central dará maior alcance à luta dos policiais civis sergipanos e demonstra um avanço na organização dos trabalhadores”, assegurou Moraes.

Fonte: Ascom Sinpol

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