Ponte: moradores irão realizar protesto

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Famílias vão realizar protesto na tarde desta quarta-feira,6 / Foto: Portal Infonet
Indignados e descontentes com os valores oferecidos pela prefeitura de Aracaju para a indenização das casas que serão retiradas do bairro Inácio Barbosa, localizado na zona sul da capital, para a construção da ponte Procurador de Justiça Gilberto Vila-Nova de Carvalho, moradores prometem realizar na tarde desta quarta-feira, 6, uma grande manifestação.

“Queremos mais uma vez deixar bem claro que não somos contra o progresso que a ponte vai trazer para a cidade, mas não me conformo que o governo da qualidade de vida cometa uma maldade tão grande com a gente. Somos pessoas de bem, trabalhadores que pagam seus impostos e não merecemos sair das nossas casas para um lugar qualquer”, desabafa a dona de casa Irene Santos, que reside no local há 18 anos.

A construção da ponte está avançada
A dona de casa conta ainda que o maior problema é que as negociações não avançaram e que as indenizações são muito baixas. “Como uma família vai poder comprar uma casa com uma indenização de R$25 mil e outras de até R$9mil, cadê os direitos humanos”, questiona.

Moradora da localidade há 19 anos, Isabel de Jesus Menezes conta que a vida da família gira em torno do bairro e que não consegue encontrar outra residência. “Não sei o que faço, não conseguimos dormir direito porque não sabemos o que vai acontecer com a agente no dia seguinte. O meu marido trabalha próximo da nossa casa e o meu filho estuda na localidade. Precisamos que alguém nos ajude e não deixe que façam isso com a gente”, pede Isabel.

O estudante Pablo Adriano de Amorim que mora no local há 12 anos diz que até o momento a prefeitura não procurou as famílias para dar uma posição definitiva sobre a situação. “Procuramos a

Famílias pedem a compreensão da prefeitura

Emurb várias vezes, mas ninguém nos atendeu. Infelizmente estamos sem resposta e estamos preocupados porque a construção da ponte está avançando e estamos sem respostas”, ressalta Pablo. Segundo ele, a manifestação tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o problema.

De acordo com o assessor de comunicação da Emurb, Ademar Queiroz, as pessoas estão sendo chamadas aos poucos para negociar o valor das indenizações. Ademar disse ainda que a prefeitura irá apresentar o laudo de avaliação para que seja firmado o acordo de desapropriação. “Será dado um prazo para desocupação. A pessoa só desocupa o local quando recebe a indenização”, explica.

Por Kátia Susanna

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