Populares fazem manifestação no Ponto Novo

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Manifestação dos moradores do Ponto Novo na manhã dessa terça-feira
Uma manifestação realizada na manhã dessa terça-feira, 17, por moradores do bairro Ponto Novo, exigia continuidade das obras de construção da Unidade de Saúde Dr. Marx de Carvalho Rocha.

Liderado pela presidente do Conselho Local de Saúde, Maria Barros, os manifestantes pediam apoio da população local. Eles se concentraram em frente à praça Vereador Emanuel Vicente do Nascimento, onde seria construído o posto de saúde,

“Hoje a luta é popular, não temos aqui a presença de nenhum político, até porque o projeto já havia sido aprovado na Câmara. O povo está aqui reivindicando o direito de ter melhores condições de saúde” declarou a presidente.

Maria de Barro afirma que o projeto não vai acabar com a praça
Embargada pela Justiça, a obra estava sendo erguida em uma pequena área, cerca de 10%, do espaço da praça principal do Conjunto Jessé Pinto Freire, no bairro Ponto Novo.  “Por causa de um pequeno grupo de moradores a Justiça resolveu embargar a obra. Esses moradores alegam que nós vamos acabar com a área verde, mas isso não é verdade. A praça será revitalizada”, afirmou Maria.

Divergências

Uma briga que vem acontecendo desde o ano de 2005 ainda tira o sono de alguns moradores da praça, que não aceitam essa construção. “Não somos contra a construção de um Posto de Saúde maior, somos contra a construção desse posto aqui na praça. Existem tantos outros lugares aqui mesmo no bairro onde esse posto poderia ser construído”, reclamou Florisval Chaves Sampaio, de 65 anos, que mora no local há mais de 40 anos.

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Morador Lula participa da manifestação
á para o senhor Luiz Moura, mais conhecido no bairro como Lula, a obra não vai acabar com a praça, e sim proporcionar melhores condições para os moradores do local. “O projeto vai revitalizar a praça, e esse lugar destinado à construção não tem nada além de mato, sem contar que carroceiros que passam por aqui deixam os cavalos soltos”, explicou Lula.

Outros moradores do local, que não quiseram se identificar, afirmaram que o terreno onde hoje existe a praça foi uma doação feita pelo SESC à população do conjunto, e eles alegam que a construção não pode ser realizada sem o consentimento da maioria.

Segundo Teílio Sacaranto, a maioria dos manifestantes são funcionários dos postos de saúde e estão sendo obrigados a participar dessas manifestações de apoio à construção. “Não tem nenhum morador da praça no meio dessa manifestação. Existe, sim, um interesse político atrás disso. Tem político que está querendo se reeleger e apóia essa construção e os funcionários querem garantir os empregos”, desabafou o morador.

Moradores da praça são contra a construção do posto nesse local

Florisval Sampaio, outro morador da área, acrescentou ainda que existe um espaço próximo à praça conhecido como “Lavanderia”, que está abandonado e serve apenas como ponto de drogas e prostituição. “O lugar está abandonado, a noite só tem prostituta e maconheiro no lugar e ninguém faz nenhuma manifestação para acabar com isso, agora querem acabar com a praça. Poderiam construir o posto ali”, sugere Sampaio.

Por Alcione Martins e Glauco Vinícius

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