Famílias da Ocupação das Mangabeiras são levadas para casas alugadas

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Ao todo, 166 famílias já foram retiradas dos barracos e colocadas em residências (Foto: André Moreira/PMA)

A segunda-feira, dia 22, marcou o início de uma operação para a retirada voluntária das pessoas que vivem na área conhecida como Ocupação das Mangabeiras, no bairro 17 de Março, que a Prefeitura de Aracaju está transformando no Complexo Habitacional Irmã Dulce dos Pobres, onde serão construídas 1.102 casas. Ao todo, 166 famílias já foram retiradas dos barracos e colocadas em residências, que serão custeadas através do aluguel social, pago pela Prefeitura.

Durante todo o dia, para o processo de realocação das famílias, foi montada uma operação que envolve profissionais das Secretarias Municipais da Assistência Social; Defesa Social e Cidadania, através da Guarda Municipal de Aracaju; e das empresas municipais de Obras e Urbanização (Emurb) e de Serviços Urbanos (Emsurb). Foram montadas quatro equipes formadas por assistentes sociais, psicólogos, educadores sociais e apoio técnico. Somando todas as equipes, a operação contou com a atuação de 300 profissionais.

Ao todo, 15 caminhões foram colocados à disposição das famílias, que deixaram o local de forma pacífica e muito esperançosas (Foto: André Moreira/PMA)

“Tudo transcorreu na perfeita ordem, pois todos já estavam orientados e com o pagamento referente ao aluguel social”, afirma a secretária municipal da Assistência, Simone Passos. Para ela, o trabalho iniciado em 15 de junho, quando a Secretaria informou as famílias sobre a desocupação, garantiu a tranquilidade da operação. “O diálogo constante e o pagamento antecipado deixou as pessoas mais confiantes na gestão”, justifica.

A diretora de Gestão Social de Habitação da Assistência Social de Aracaju, Rosária Rabelo, também avaliou o primeiro dia de operação de forma positiva. Segundo ela, não houve qualquer confusão e o que se viu foi a felicidade e a gratidão dos moradores. “As pessoas estão agradecidas por esse trabalho da Prefeitura para levar mais dignidade para elas”, diz Rosária.

Segundo ela, as 166 realocações são um saldo bastante significativo, mas a ideia da gestão é avançar ainda mais nos próximos dias. “Durante toda a semana a operação continua, com previsão de conclusão do cronograma até a próxima sexta-feira [24]”, afirma a diretora.

Ao todo, 15 caminhões foram colocados à disposição das famílias, que deixaram o local de forma pacífica e muito esperançosas. “Quando recebi a notícia, chorei que nem uma criança e perguntei a Deus “será que estou sonhando?”. A resposta foi “não, você vai ter sua casa”. E eu creio que vai ser um conjunto muito bonito, já consagrado a Deus. Esse trabalho da Prefeitura está sendo maravilhoso, não tem como comparar. Digo isso de coração”, afirma a aposentada Cremildes Maria de Jesus, 63 anos, que trabalha fazendo doces e mora na Ocupação há seis anos.

Simone Clarice Adelino, 32 anos, agente de limpeza, também não vê a hora de ter sua casa. Ela está na Ocupação há dois anos, com a única filha de 12 anos. “A população toda da Mangabeiras está feliz por estar saindo hoje daqui. Agradeço ao prefeito e a toda a equipe que está lutando para nos dar uma vida melhor, com mais dignidade, o que teremos quando nossas casas saírem. Acordar numa casa segura, sair para trabalhar e, ao voltar, encontrar tudo do mesmo jeito, será uma alegria imensa”, garante.

José Augusto da Hora, 56, popularmente conhecido como Chocolate, compartilha desse pensamento. Ele mora na Ocupação há seis anos e trabalha como catador de materiais reciclados. Foi parar na Mangabeiras após a separação conjugal e hoje vê a casa nova como um recomeço de vida. “Enfrentei muitas dificuldades, e agora vamos sair do sofrimento. Parabenizo o prefeito por isso, porque é uma felicidade muito grande ver que chegou a nossa hora. Vai ser muito bom voltar para cá, para dentro de nossas próprias casas”, reforça.

As famílias cadastradas ficarão em residências alugadas durante o período de dois anos, prazo para conclusão da obra que beneficiará 1.102 famílias (836 que eram residentes da área e outras 266 das famílias mais antigas do auxílio-moradia). A gestão municipal entrou no projeto com uma contrapartida para os aluguéis das moradias temporárias, no valor de R$ 7.934.00,00 milhões. Nesses locais, eles aguardarão a conclusão da obra, quando, enfim, terão uma casa para chamar de sua.

Fonte: PMA

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