Presidente do Sintese fala sobre projetos votados hoje

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De acordo com Joel Almeida, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe – Sintese -, esse período não foi muito bom para os professores. Hoje, além do aumento salarial, serão votados três projetos que, segundo Joel, “acarretam conseqüências seriíssimas para os professores e eles não têm nem conhecimento disso”. O primeiro altera o plano de carreira dos professores em pontos cruciais. Hoje a categoria tem o direito de mudar de nível depois que concluem o curso superior. Com o projeto, além de ter que terminar a faculdade, o professor terá que passar por uma avaliação de desempenho e depois por uma seleção com número de vagas determinadas pelo Estado. Já o segundo projeto prevê a contratação temporária de professores no plano de carreira. O terceiro acaba com as jornadas de trabalho de 125 e 160 horas. A jornada passa a ser única, de 200 horas. “João aumenta o tempo de trabalho para que o servidor ganhe R$ 316,00. Aqueles que não puderem aumentar sua jornada ficarão com um piso muito menor. O governador está tirando um direito elementar da classe. Acaba com um direito que já está garantido na maioria dos municípios”, desabafa o presidente. Joel também tem certeza de que “a votação será feita hoje porque a maioria dos servidores está mobilizada com os festejos juninos e não tem ninguém de olho. Essa é uma forma de alterar significativamente a vida dos servidores”. Outra questão levantada por Joel Almeida é que quando a carga horária é aumentada, o servidor pode ficar sem condições de ministrar aulas no município. “Isso é uma coisa que não existe em lugar nenhum. Há uma flexibilidade na jornada de trabalho do professor garantida por lei. Temos o direito de ter mais de um vínculo com órgãos públicos, mas o Estado está irredutível em relação a isso”. O presidente do Síntese garantiu que se o projeto for aprovado do jeito que está haverá uma reação violenta por parte da categoria. “Se continuar dessa maneira, o problema não vai ser não vai ser defendido pacificamente. Vamos cobrar uma posição dos deputados. Será uma grande prova de fogo para todos eles”.

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