Preso acusado de assaltos a bancos em SP

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Cristiano deverá ser conduzido para São Paulo (Foto: Portal Infonet)
Após um mês de investigação, policiais civis do Departamento de Narcóticos (Denarc) e Departamento de Inteligência (Dipol), conseguiram retirar de circulação um homem acusado de pertencer a uma quadrilha de assaltantes a bancos. A ação foi concretizada na última quarta-feira, 22, mas a polícia só divulgou nesta quinta-feira, 23.

De acordo com informações do Denarc o sergipano Cristiano dos Santos, de 27 anos, era um dos articuladores das ações criminosas. Para efetuar a prisão os policiais receberam informações de São Paulo sobre o acusado, que era funcionário de uma empresa terceirizada do Banco HSBC e possuía mandado de prisão expedido pela 30ª Vara Criminal daquele Estado.

Segundo a polícia em 2009 Cristiano auxiliou em um dos assaltos executados pela quadrilha a uma agência onde trabalhou. Para a polícia a participação do sergipano era passar toda a

O delegado Osvaldo Resende esclareceu detalhes da prisão (Foto: Arquivo Portal Infonet)
movimentação da instituição bancária. Além de fornecer informações Cristiano foi reconhecido por testemunhas como sendo um dos autores do assalto dentro do banco onde trabalhava.

Inteligência

Uma verdadeira cassada silenciosa foi articulada pelos policiais civis sergipanos que passaram a seguir os passos do acusado desde o momento que Cristiano veio se esconder em Sergipe. O preso chegou a ficar abrigado em vários locais do interior do Estado, inclusive em algumas cidades baianas como Feira de Santana.

Cristiano dos Santos foi preso no povoado Segredo, na área rural do município de Aquidabã. Após ser preso, o acusado negou qualquer envolvimento com a quadrilha, mas confirmou que era ex-funcionário de uma empresa que prestava serviço ao HSBC.

O delegado Osvaldo Resende disse que vai apurar se Cristiano estava cometendo crimes no Estado. A prisão do acusado foi decretada Fórum Central Criminal da Barra Funda, na capital paulista, expedida pelo juiz André Carvalho e Silva de Almeida.  

O subcomandante do Comando de Operações Especiais (COE), tenente Fábio Alcântara após negar participação no assalto, o acusado admitiu que quando ainda trabalhava na agência bancária entrou na tesouraria da agência rendeu uma funcionária, recolher R$ 46 mil, dos quais R$ 36 mil teriam sido entregues aos comparsas. “Ele contou que usou um revólver emprestado pelos colegas da quadrilha e que também devolveu a arma após o crime”, acrescenta.

* A matéria foi alterada às 17h18 para acréscimo de informações

Por Kátia Susanna

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