Problemas no Riacho do Cabral persistem

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Riacho do Cabral (Fotos: Portal Infonet)
Mesmo após a decisão da juíza Federal Telma Maria do Santos, os moradores do Riacho do Cabral, Conjunto Bugio, ainda estão apreensivos em ter suas casas derrubadas. A juíza deu um prazo ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) e à Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) para que até o dia 7 janeiro de 2011 fosse feito um relatório com mapeamento das áreas de risco e preservação ambiental do local.

Segundo o presidente da Associação de Moradores do Bairro Bugio, José Aragão, mesmo com a decisão, 30 casas serão demolidas, pois estão desrespeitando o limite de 30 metros do riacho. “Quando chove, essas casas ficam alagadas, isto representa um risco para as famílias que ali habitam”, explicou o presidente.

Luzia dos Santos reside no local há sete anos
Luzia dos Santos afirma residir no local há cerca de sete anos e se sente ameaçada, pois não sabe para onde irá. “Se me mandarem para um galpão, eu não vou. Tenho um filho de 11 anos com paralisia infantil, e não temos condições de ficar em um lugar como este”, lamentou.

O presidente da Associação informou que a casa de Luzia não está na lista das habitações que serão derrubadas. “A casa dessa senhora está respeitando os limites estabelecidos de 30 metros, por isso não tem com que ela se preocupar, pois como a juíza decidiu, só serão retiradas as casas que estiverem desocupadas ou que tiveram construções recentes”, afirmou.

Postes irregulares

Postes que supostamente foram instalados de forma irregular
José Aragão ainda contou que dois postes da Energisa foram colocados nas proximidades do local, de maneira irregular, pois atingem a área do mangue. “O que não entendo é quem autorizou a colocada desses postes e com qual o objetivo”, ressaltou o presidente.

A equipe do Portal Infonet entrou em contato com o assessor de comunicação da empresa, Augusto Aranha, e ele disse não ter desconhecimento da instalação desses postes e caso a informação de irregularidade seja verídica, os postes serão retirados do local.

 

Por Monique de Sá e Raquel Almeida

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