Projeto das catadoras de mangaba lança site na internet

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Mirsa Leite (Fotos: Portal Infonet)
Para ganhar um destaque maior a nível mundial, o já conhecido projeto ‘Catadoras de Mangaba, Gerando Renda e Tecendo Vida em Sergipe’, lançou oficialmente na manhã desta sexta-feira, 8, uma página na internet. O evento aconteceu no auditório da Secretaria da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social (Seides).

O projeto das catadoras busca atender diretamente a 600 catadoras de Mangaba e, indiretamente, 1.357 famílias que trabalham em terras devolutas ou de terceiros. Fazem parte do projeto catadoras de sete municípios: Japoatã, Estância, Indiaroba, Barra dos Coqueiros, Pirambu, Japaratuba e Itaporanga D’Ajuda. A ideia é incentivar e aumentar a capacidade de produção e comercialização dos produtos feitos do fruto. Entre os produtos feitos a partir da mangaba estão a trufa, bombom, bolo, doce, bala, licor, geleia, mousse, biscoito, e mangaba desidratada.

O auditório ficou lotado para prestigiar o lançamento
A atividade realizada é praticamente apenas com o trabalho feminino, em que as mulheres cuidam da conservação da espécie, desenvolvem práticas e saberes de manejo e zelam por um patrimônio cultural material e imaterial. A Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Seides são apoiadoras do projeto, enquanto a Petrobras é a financiadora da iniciativa.

De acordo com a coordenadora do projeto das Catadoras de Mangaba, Mirsa Leite, o trabalho iniciado em 2007 na UFS foi iniciado pela Embrapa ainda no ano de 2003.

“Em 2009 a professora Sônia Meire através da Universidade Federal de Sergipe elaborou um projeto que o CNPQ financiou para a organização das mulheres catadoras de mangaba. Já em 2010 a professora reuniu um grupo técnico e iniciamos o projeto ‘Catadoras de Mangaba Gerando Renda e Tecendo Vida em Sergipe’ e enviamos para o edital da Petrobras, através do programa Petrobras desenvolvimento e cidadania, e foi dentre mais de cinco mil projetos do Brasil inteiro contemplado”, comenta.

Alícia falou sobre a evolução no trabalho das catadoras
A presidente da Associação das catadoras de mangada de Indiaroba, Alícia Morais, conta que o trabalho de catar a mangaba é passado de pais para filho.

“Nós viemos de geração para geração, então a gente já catava o fruto desde que eu me conheço por gente. Em 2003 a Embrapa nos procurou para fazer um trabalho com pessoas e com plantas e foi a partir daí que surgiu a idéia de trabalhar como catadora. A gente não tinha um nome específico como essa expressão ‘Catadora de Mangaba’. A partir da nossa união, da troca de experiências fomos nos conhecendo a sabendo explorar melhor o fruto, por isso esse projeto é de muita importância para nós”, destaca.

Por Bruno Antunes

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