Ameaças de morte, medo e a resistência do povo quilombola do povoado Caraíbas, município de Canhoba, distante 118 km da capital, continua sendo acompanhada de perto pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, que enviou uma comissão ao local. A briga pela posse de terra entre fazendeiros e os quilombolas vem sendo acompanhada com apreensão por parte dos caraíbas. A informação é que será feito um relatório sobre a situação apresentada. A deputada estadual Ana Lúcia (PT) denunciou no mês passado a situação dos quilombolas e afirmou que após defender o grupo, começou a sofrer ameaças de morte. Segundo a deputada as ameaças contra ela e mais oito pessoas tiveram origem por conta da militância a favor das comunidades quilombolas da região do baixo São Francisco. A deputada deixou claro que as ameaças partiram de proprietários de terra. “Os conflitos da luta quilombola ficaram mais acirrados a partir do ano passado. Então nessa região do baixo São Francisco que tem a luta quilombola, é uma região com muitas ameaças. O Governo Federal através do Patrimônio da União por meio do Incra comprovaram que o município de Brejo Grande é uma cidade em que quase 80% do município é de patrimônio da união. Isso começou a acirrar os ânimos naquela região e nós começamos a nos preocupar com o que estava acontecendo e vimos que tinha uma frente de proprietários de terra, mas também de operadores do Direito e de gestores, no sentido das ameaças para as lideranças e também agora para mim”, revela. O Portal Infonet entrou em contato a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, mas até o momento não obtivemos resposta sobre a atuação das equipes enviadas para reforçar a segurança do povoado. Por Kátia Susanna

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