Réus são condenados por matar e enterrar corpo no Robalo

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Julgamento terminou no início da tarde (Foto: Portal Infonet)

Foi encerrado no início da tarde desta sexta-feira, 22, o julgamento dos réus acusados pelo assassinato de José Cláudio Menena, o Cal, cujo corpo foi enterrado em uma chácara no Robalo, região do povoado Areia Branca, em Aracaju. Todos foram condenados pelo crime. Cal foi sequestrado e assassinado no mês de maio de 2008, crime que teria sido motivado por uma vingança do grupo pela morte do ex-presidiário Antonio Carlos Lima Santos, 24, conhecido como Tonho, executado no mês de abril daquele ano dentro do hospital de Itabaiana.

Dos sete suspeitos, cinco sentaram no banco dos réus em julgamento iniciado na manhã da quinta-feira, 21, e encerrado por volta das 13h30 desta sexta. Um dos acusados já é falecido e outro não compareceu ao julgamento por motivos de saúde. Givaldo Santos Góis enfrentará o tribunal do júri em outra oportunidade.

A sentença foi lida pela juíza Soraia Gonçalves, estabelecendo penas que variam entre 16 anos a 19 anos de reclusão. Pela sentença, Cristiano Bispo dos Santos, o Cristo, e Jeferson Vieira Santos, conhecido como Chuchu, foram condenados a 19 anos e sete meses de reclusão, enquanto os demais [José Pedro dos Santos, Luís Marcos de Jesus, o Cabeça, e Geilson da Silva Santos] receberam pena de 16 anos e seis meses.

O Ministério Público ficou insatisfeito com o resultado e apelou na tentativa de aumentar a pena e a defesa de um dos réus vai apelar pela nulidade do julgamento por entender que ocorreu irregularidade na condução do júri. O advogado Evaldo Campos declarou que pedirá a nulidade porque dois réus [Cristo e Chuchu] permaneceram algemados durante o julgamento.

“Isto contraria súmula do Supremo Tribunal Federal”, considerou o advogado. “Nenhum réu pode permanecer algemado perante o júri, só se for imprescindível para a segurança, mas tem que ser fundamentado, o que não foi o caso uma vez que o promotor deu parecer antes considerando que o réu não oferecia riscos para a sociedade”, explicou.

Por Cássia Santana

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