“Rio São Francisco”, por Jadson Simões

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Uma questão tem-se levantada – ultimamente, dentre tantas que assolam o mundo político – é a questão sobre a transposição das águas do rio de integração nacional, o Rio São Francisco. O que vemos nos causa espanto. Teorias, defesas apaixonadas contra a transposição sobre a égide de que somente será possível isto após a revitalização do velho rio.

 

Parece-nos cousa de Bocage. Quando não se tocava em transposição ninguém, ninguém mesmo propalou em revitalizar o Velho Chico, decrépito e agonizante… Hoje, o rio das carrancas vê-se cheio de procuradores, defensores das comunidades ribeirinhas, arautos travestidos de Antônio Conselheiro. Será?! Será que estão preocupados – veridicamente – com essas comunidades e tantos outros nordestinos, que serviram e servem de massa de manobra na mão de quem tratou e trata a seca como indústria?

 

Indústria do voto… Que foi e é… Ninguém saiu em defesa do Rio Sergipe, que tem nível de coliformes fecais 85 vezes superior ao aceitável. E o Rio Vaza-Barris, Cotinguiba, Poxim? Esses diminutos rios não dão votos. Polêmica?! Não. Politiqueiros, decrépitos – em tese de Nicolo -, que menosprezam a inteligência do outrem. Sectário? Sim. Da falácia com seus argumentos ridículos de defesa do Velho Chico.

 

Qual o escopo de tanta defesa? Agora, que o Velho Chico deve ser socorrido? Anos e anos, décadas e décadas. Ninguém se despojou em ajudá-lo a socorrê-lo. Vocês querem é voto. Sufrágio que a seca oferta na manipulação da dor e na desgraça do outrem. Infantes e idosos que ainda hoje catam filetes d’água para matarem a sede. E nós ainda escolhemos se bebemos água mineral ou não; desta ou daquela marca.

 

Esperemos nós dez anos, afinal a seca não existe mais, cessou… E o choro do nordestino – sem água -, deve esperar mais uma década…Tudo em nome da moralidade política e do interesse nordestino. Tudo em defesa do Velho Chico. Será!?


Opinião do internauta Jadson Simões

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