Roda de conversa promove emponderamento feminino

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Roda de conversas promove emponderamento feminino (Foto: Portal Infonet)

Maria Teles fala do viés informativo do evento (Foto: Portal Infonet)

Mariana Diniz explica que é importante denunciar casos de violência (Foto: Portal Infonet)

Legen Eliane Aquino afirma que o objetivo é reduzir índices de violência (Foto: Portal Infonet)

Promover o emponderamento e encorajar mulheres a denunciar casos de violência doméstica e outros tipos de coação foi o intuito da roda de conversas realizada nesta terça-feira, 6, na sede da Associação de Mulheres Virtuosas, no bairro Santa Maria. O principal objetivo é que o público feminino tenha um maior conhecimento sobre seus direitos.

O evento tem um viés informativo, segundo Maria Teles, coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania. “Quem não sabe dos seus direitos, está vulnerável. Trouxemos a rede de proteção à mulher vítima de violência para as mulheres do Santa Maria e 17 de Março. A partir do debate, vamos mostrar que estamos igualmente comprometidas em vencer e romper com o ciclo de violência, que a mulher é vítima pela questão de gênero. A luta perpassa datas esporádicas”.

Membros de entidades como Ministério Público, Polícia Civil, Defensoria Pública, Conselho de Defesa da Mulher, Conselhos Tutelares e do Idoso, álém do Tribunal de Justiça explicaram a competência de cada instituição e como podem prestar assistência às vítimas de violência ou que estão em casos de vulnerabilidade.

De janeiro até maio deste ano, foram mais de 1080 casos registrados de violência no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). “Infelizmente, sabemos que a demanda é muito grande e que os dados não condizem com a realidade porque muitos casos não são denunciados. Muitas vezes não existe o apoio da família. Há medo, vergonha e até esperança de que o agressor vá melhorar. É importante que a vítima se sinta encorajada a denunciar e fazer valer seus direitos”, comenta a delegada Mariana Diniz. Ela alerta que agressão física não é o único meio de violência. “Não é só a lesão corporal. Há os abalos emocionais e psicológicos também”, completa.

Hoje, segundo a vice-prefeita Eliane Aquino, é feito um mapeamento estatístico dos locais mais violentos da capital. Para ela, é importante que as mulheres passem a não aceitar as coações. “Queremos trazer instrução para que as mulheres não ache natural essa violência, trazendo mais educação para as localidades, para reduzir esses índices”.

Casos de violência doméstica podem ser denunciados à Central de Atendimentoà Mulher, pelo telefone 180, ou Disque Denúncia, 181. Presencialmente, em Aracaju, no DAGV, na rua Itabaiana, nº258.

Por Victor Siqueira e Verlane Estácio

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