Seis homens foram presos nesta segunda-feira, 10, suspeitos de integrar um grupo especializado em fraudes bancárias contra correntistas de Sergipe. As prisões aconteceram durante a Operação Armadilha Digital, deflagrada pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), da Polícia Civil.
Segundo as investigações, os suspeitos são de outros estados e teriam se deslocado para Sergipe com o objetivo de aplicar golpes bancários. A apuração aponta que cerca de 150 pessoas podem ter sido vítimas do grupo somente no mês de junho, em diferentes regiões do estado.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais localizaram uma estrutura de falsa central bancária, montada para a aplicação dos golpes. No local, foram apreendidos dezenas de celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos.
De acordo com o delegado Érico Xavier, responsável pela DRCC, a investigação começou após informações sobre a atuação do grupo. Em cerca de uma semana, os policiais conseguiram identificar suspeitos, localizar imóveis utilizados na prática criminosa e reunir elementos que fundamentaram os pedidos de prisão e de busca e apreensão.
Ainda conforme o delegado, uma análise preliminar de um dos celulares apreendidos revelou uma conversa em que um dos integrantes menciona a subtração de R$ 315 mil das vítimas somente durante o mês de junho. A Polícia Civil, no entanto, ainda trabalha para confirmar o valor total do prejuízo.
“Encontramos uma verdadeira estrutura de falsa central bancária montada para a prática dessas fraudes, com dezenas de aparelhos celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos”, explicou Érico Xavier.
A Polícia Científica também participou da operação e realizou exames nos materiais apreendidos. Segundo a investigação, as análises preliminares encontraram elementos que corroboram as informações já levantadas sobre o funcionamento do esquema.
Golpes
Segundo o delegado André Baronto, responsável pelo Depatri, os golpes começavam com anúncios falsos publicados nas redes sociais, principalmente oferecendo crédito fácil e com liberação antecipada.
Após demonstrar interesse, a vítima era direcionada para uma conversa por aplicativo de mensagens. Os criminosos utilizavam sistemas automatizados para simular o atendimento de uma instituição bancária.
Durante o contato, os suspeitos solicitavam informações pessoais, como o CPF, e posteriormente encaminhavam um link que levava a vítima para uma página falsa, semelhante à de um banco. O objetivo era obter dados de acesso à conta, incluindo login e senha.
Na sequência, os criminosos tentavam cadastrar um novo dispositivo para acessar a conta bancária. A vítima recebia um código de confirmação por SMS e, acreditando que ele seria necessário para a liberação do suposto crédito, repassava a informação aos golpistas.
Com o código em mãos, os suspeitos conseguiam autorizar o novo dispositivo e acessar a conta da vítima.
Investigação
Com a prisão dos seis suspeitos e a apreensão dos equipamentos, a Polícia Civil iniciou uma nova etapa da investigação. Os materiais passarão por análise para identificar e individualizar as vítimas, calcular o prejuízo causado e verificar se outras pessoas participaram do esquema.
A polícia também orienta a população a não compartilhar códigos de confirmação recebidos por SMS ou aplicativos de mensagens, além de não fornecer senhas e credenciais bancárias a terceiros.
A recomendação é ainda evitar links enviados por desconhecidos e desconfiar de anúncios que ofereçam crédito com condições muito facilitadas. Em caso de dúvida, o cidadão deve procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira, sem utilizar links encaminhados durante contatos suspeitos.
*Com informações da Polícia Civil

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