Selfie: superexposição e divertimento nas redes social

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Selfie é um autoretrado divulgado em uma rede social

Selfie é uma palavra nova e não se sabe exatamente quando o termo surgiu, porém, ela ganhou como o verbete do ano de 2013 pelo renomado dicionário Oxford, da Inglaterra. Ela foi bastante difundida a partir do ascenso do uso das redes sociais no cotidiano das pessoas.

Hoje em dia, é muito difícil encontrar alguém que possui o facebook ou instagram que nunca divulgou um autoretrato. Selfie é isso: um autoretrato de uma pessoa ou um grupo produzido por um smartphone e publicado em uma rede social.

A praticidade é um elemento essencial para a Selfie, é o que diz a administradora de empresas, Mariana Peixoto Sarmenta. “Tenho costume de fazer Selfie, normalmente estou registrando algum momento importante. Seflie é prático e divertido”, comenta Mariana.

Mariana Peixoto em uma selfie tirada no Estádio Arena Fonte Nova na Copa do Mundo (Foto: Facebook)

Ela ainda diz que não acha que a prática seja uma superexposição. “Não acho que as pessoas estão se superexpondo com o Selfie. Ninguém é obrigado a fazer a foto e publicar em uma rede social”, fala, ressaltando que com a expansão do wi-fi em qualquer lugar dá para fazer uma Selfie.

Já o estudante Douglas Monteiro conta que não se tira um Selfie em qualquer lugar. “Não tenho muito costume de tirar, mas eu faço algumas às vezes, depende muito do momento. Em casa, em festas com os amigos, na verdade quando todos querem participar da foto, e acho um jeito legal e alegre de tirar foto”, fala.

Douglas afirma que tirar Selfie é ‘massa’ mas tem gente que exagera na exposição. “Tem atitude que é acima do ridículo. Exageram muito. Não sei o que passa pela cabeça de uma pessoa em fazer Selfie sem sentido. Acho que tem influência da vida digital que temos hoje e da necessidade de mostrar tudo que fazemos aos outros”, analisa.

Função do Selfie

Selfie de Douglas Monteiro (Foto: Facebook)

Para o estudante de comunicação da UFS, Gustavo Marques, a função primordial da Selfie é o autorretrato. ‘Este parte da necessidade de ser exibir em redes sociais e geralmente em bons momentos, pois isto irá conferir um determinado status ao usuário. Sempre queremos compartilhar os momentos bons de nossa vida. Isso já acontecia muito antes da era digital.

Quem nunca enviou uma fotografia para um parente que mora longe por meio de carta? Acho que a maioria. O meio digital só nos permitiu a rapidez no envio destas imagens”, coloca.

Ele que desenvolve pesquisas relacionadas à cibercultura, fotografia e dispositivos móveis, afirma que a Selfie hoje é uma tendência que consegue cada vez mais adeptos.  “O fato de frequentar lugares conhecidos, e estar ao lado de pessoas populares, fazem com que você tenha destaque nas redes sociais, e este é um dos principais objetivos da Selfie”.

Falsa sensação de privacidade

A psicóloga, Petruska Passos, alerta que existe uma falsa sensação de privacidade ao se fazer a Selfie. “Estamos diante, normalmente, de um aparelho (computador, tablete ou smartphone) e achamos que estamos protegidos. Leve ilusão, e uma vez na rede perdemos o controle do que postamos”, destaca. Sobre a superexposição, a psicóloga diz que o excesso de exposição por Selfies pode ser encarado como uma doença.

“Uma necessidade compulsiva por Selfies e uma dificuldade em suportar o não fazê-lo já apontaria para uma adicção, ai sim, doença com necessidade de tratamento”.

“Cabe as pessoas repensarem a necessidade de tanta exposição e o porquê disso. Esse já seria um primeiro passo para poder compreender-se e buscar caminhos alternativos melhores ao invés do excesso de exposição. Uma psicoterapia pode auxiliar para as pessoas que não se sintam em condições de começar essa jornada interna sozinhas”, finaliza.

Por Geilson Gomes e Kátia Susanna

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