Sergipanas relatam situação do confinamento social em outros países

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Vista da cidade de Sears, Washington, nos EUA, durante pandemia (Foto: Juliana Lavorini)

O isolamento social tem sido uma medida adotada pela maioria dos países que enfrenta a pandemia do coronavírus. Manter a distância entre as pessoas e reduzir o risco de contágio do Covid-19 é um prioridade, nesse momento, para evitar que o sistema de saúde de qualquer que seja o país, não entre em colapso.

Três sergipanas que moram fora do Brasil relataram, para nossa reportagem, como os países onde moram têm lidado com a doença. Janaína Freitas, que reside em Washington DC, nos Estados Unidos, conta que no dia 11 de março, as pessoas iniciaram o período de isolamento. “Foi nessa data que as escolas pararam, por exemplo. Mesmo sem uma posição oficial do Governo, as pessoas deixaram de ir para a rua. No dia 25 de março, foi quando o governador baixou a ordem para que tudo parasse mesmo. Só temos funcionando aqui serviços essenciais, como farmácias, supermercados e correios” explica a sergipana.

Já Elen Naiara mora na cidade de Lyon, na França, e conta que por lá também vigora o isolamento social. “Por aqui, o confinamento começou no dia 17 de março. Eu logo fui deslocada para trabalhar em home office. Aqui na França, você só pode sair de casa portando uma declaração assinada e detalhando qual o motivo da sua saída. A Polícia pode consultar essa declaração e até multar a pessoa se a justificativa não for válida”, explica. No país, já são 49 mil casos do Covid-19 confirmados, com 10 mil mortes. Ela explica que os testes só estão sendo realizados em pessoa já em situação debilitada, e que o Governo do País tem enfrentado duras críticas da população.

Naiara também falou sobre o receio do retorno do verão na França. “Nós estamos no final do inverno. Nesses últimos dias, temos visto um sol bonito por aqui. Aí no jornal vi que as pessoas começaram a voltar às ruas sem qualquer liberação do confinamento. Isso me preocupa. Eu mesmo não tenho saído”, lamenta.

Portugal é outro país em que a população segue em isolamento. Morando em Lisboa, a jornalista sergipana Neu Oliveira conta que já são mais de 360 mortes registradas no país e que não há perspectivas de retorno das atividades. “Aqui o isolamento começou no dia 18 de março, e já está prorrogado até 17 de abril, mas por aqui a gente sabe que vai levar mais tempo para voltar ao normal. O governo está analisando a curva dos casos para tomar as decisões”, relata. Portugal já registrou 12 mil casos de coronavírus.

A situação vivida pelas sergipanas no exterior é semelhante aquela que população brasileira vem enfrentando no Brasil. Com mais de 17 mil casos confirmados e cerca de 940 mortes, o isolamento social é colocado pelas autoridades de saúde como a principal medida para enfrentar a pandemia.

Por Ícaro Novaes

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