Sergipanos colecionam histórias de perdas com as chuvas

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Lama e falta de água em Riachuelo
As chuvas acima da média castigaram os quatro cantos do estado no mês de maio e centenas de sergipanos já contabilizam histórias de tristeza decorrentes das águas de junho. Em diversas cidades, famílias estão sem casas, produtores perderam suas fontes de renda e comunidades estão com abastecimento de água comprometido.

Em Riachuelo, a 25 km de Aracaju, a população do povoado Sítio do Meio acordou na madrugada de domingo, 7, para segunda, 8, coma a agia invadindo suas residências. “Foi um corre-corre danado, deu para levar umas coisas lá pra cima [casa de amigos], mas agora tô sem casa”, relembra seu Pedro dos Santos.   

Dona Silvânia preocupada com as doenças ocasionadas pela chuva
Com a intensidade da chuva, boa parte da população do município está penando com a redução no abastecimento de água. Isso porque a força da água rompeu a adutora sertaneja, o que surpreendeu a própria Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO). “Em 30 anos nunca vimos algo dessa magnitude”, disse o diretor técnico do órgão, Juarez Carvalho.

A situação é semelhante em Nossa Srª da Glória, Nossa Srª das Dores, Rosário do Catete e Canhoba. Na cidade de Capela, a chuva tirou o teto de algumas famílias no povoado Pintor. Um casal viu sua casa de taipa praticamente desmanchar e buscaram refúgio na casa de amigos, que está sem parte do telhado devido ao mesmo problema.

Força da correnteza arrastou parte de ponte
Já na residência de dona Silvania de Jesus, o medo é das doenças. “Dois de meus quatro meninos já tão com frieira”, contou. Apesar de calçadas, as ruas do lugar não possuem estrutura que permita que a água pluvial escorra, restando à comunidade apenas esperar que a inundação acabe com a melhora do tempo.

Em Muribeca, a força da correnteza do rio Japaratuba Mirim levou consigo dez metros da cabeceira de uma ponte em Muribeca, que liga a BR-101 ao município. O trânsito foi desviado para um caminho alternativo, mas a desinformação dos condutores implica no constante congestionamento nas vias. Não há previsão para conserto da ponte.

Seu Pedro Santos mostra a lama que se formou dentro de casa
Nas cidades de Telha e Cedro de São João, o rio Jacaré transbordou e causou prejuízo milionário, como relatado em reportagem já publicada no Portal Infonet. De acordo com previsões da meteorologia, a chuva dará trégua no estado até sábado, mas volta de forma intensa no domingo, 14, e só deve começar a diminuir a partir da primeira quinzena de agosto.

Por Glauco Vinícius

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