Sergipe é mais violento que São Paulo, aponta Ministério da Justiça

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Desarmamento atrai entidades (Fotos: Portal Infonet)

Os números são assustadores. Em Sergipe, a média de homicídios registrados por 100 mil habitantes representa o dobro do que a média nacional e muito mais elevada do que os índices verificados no Estado de São Paulo. Dados do Ministério da Justiça revelam que Sergipe se destaca entre os Estados com incidência elevada de homicídios, registrando média de 40 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto a média nacional está entre 20 a 25 homicídios por cada 100 mil, e bem superior ao Estado de São Paulo que é de 9,9 homicídios por 100 mil habitantes.

Estes números foram revelados na tarde desta quarta-feira, 27, durante reunião preparatória para o lançamento da 'Campanha Nacional pelo Desarmamento' ocorrida com representantes do Ministério da Justiça, da Polícia Rodoviária Federal, da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SE e de outros segmentos sociais. Conforme informou Almir Laureano, coordenador nacional da Campanha pelo Desarmamento, a ideia é criar Comitês Regionais pelo Desarmamento em todo o país e esta reunião ocorrida no plenário da OAB/SE seria o início para formar o Comitê Regional em Sergipe, que terá como coordenador Clóvis Nunes, que também atuará nos Estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco.

Para o coordenador regional da Campanha pelo Desarmamento, Clóvis Nunes, Sergipe não se destaca como o Estado mais violento apesar de apresentar incidência maior que a média nacional em relação aos homicídios. Mas se destaca com incidência preocupante, haja vista que a média de registros é bem superior que o apresentado pelo Estado de São de Paulo, o maior do país.

Laureano: anonimato garantido

Durante a reunião, o coordenador nacional da Campanha pelo Desarmamento, Almir Laureano, fez uma explanação sobre as estratégias do Ministério da Justiça para desarmar a população brasileira. Segundo enfatizou, a Campanha terá como meta o controle rígido sobre as armas, a apreensão de armas que servem ao tráfico e o incentivo à entrega voluntária de arma, que terá um formato diferente da campanha do desarmamento feita anteriormente pelo Governo brasileiro. “Desta vez o anonimato prevalecerá”, garante Laureano. “Na campanha passada havia a preservação do anonimato, mas se exigia o CPF das pessoas que entregavam as armas para que elas pudessem receber a indenização. Desta vez, o cidadão receberá um formulário para receber a indenização diretamente, sem a necessidade de divulgar o CPF”, considera.

A Campanha em Sergipe já ganha adesão de várias entidades da sociedade civil, a exemplo da OAB/SE que esteve representada por membros da Comissão de Direitos Humanos. “A campanha pelo desarmamento é de fundamental importância porque quando se fala em desarmamento fala-se em vida e quando se fala em armas, fala-se em violência e a OAB/SE, através de sua Comissão de Direitos Humanos, está engajada neste propósito que é vital para a paz entre os brasileiros”, considerou o presidente da referida Comissão da OAB/SE, Cláudio Miguel de Oliveira.

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