Sergipe tem índice de homicídios abaixo da média nordestina

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Índice de homicídios em Sergipe é abaixo da média nordestina (Foto: SSP)
Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o estado de Sergipe registrou uma taxa de 25,7 mortes por 100 mil habitantes, o que é considerado o 15º índice do país e 4º da região Nordeste. O resultado deixa Sergipe abaixo da média registrada no Nordeste (29,6/100 mil hab.) e dos índices alcançados por Alagoas (59,5/100 mil hab.), Pernambuco (53,0/100 mil hab.), e Bahia (26,0/100 mil hab.).

O índice é influenciado por um trabalho que vêm reduzindo os homicídios no estado, sobretudo em duas regiões consideradas problemáticas em matéria de mortes violentas: a região metropolitana (Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão) e a cidade de Itabaiana, no agreste sergipano.

Trabalho das polícias foca região metropolitana e Itabaiana (Foto: SSP)
Na cidade serrana, a média de assassinatos caiu de 5 por mês em 2006, quando  foram registrados 55 homicídios, para 2,5 por mês em 2010, ano que, até o fim de agosto, registrou 20 crimes, sendo 15 no 1º semestre, e 5 nos outros dois meses. Já na capital, as maiores quedas de homicídios em relação ao ano passado aconteceram em três meses. O DHPP registrou, em agosto deste ano, 17 ocorrências, contra 30 do mesmo mês de 2009. A queda em relação a 2009 também foi alta nos meses de maio (10 contra 17) e março (20 contra 31).

Um segredo para a redução dos homicídios está na especialização dos setores de investigação voltados para este tipo de crimes. Na Delegacia Regional de Itabaiana, foi criado há dois anos o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), que conta hoje com um delegado, um escrivão e quatro agentes. O SHPP de Itabaiana, que já conseguiu elucidar 92% dos homicídios ocorridos na cidade no último ano, é inspirado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), criado em 2007 a partir da antiga Delegacia Especial de Homicídios (Dehoc)

Delegado Everton Santos, do DHPP (Foto: Arquivo Infonet)
, para concentrar os crimes ocorridos em Aracaju e Socorro, sendo esta área expandida posteriormente para São Cristóvão e Barra. Cerca de 70% dos inquéritos abertos pela unidade são concluídos com a autoria esclarecida e 95% deles possuem informações passadas pela população.

A participação da população, seja pelo contato direto com os policiais ou através do Disque-Denúncia (181), é considerada decisiva na solução dos homicídios e na sua conseqüente resolução. “A população demonstra total credibilidade no nosso trabalho e isso tem aumentado. As pessoas nos dão pistas e informações, autoria, armas, envolvidos e vamos atrás de todas as denúncias que recebemos. Mesmo que elas não sejam verdadeiras, mas nós investigamos”, garante o diretor do DHPP, o delegado Everton santos.

Com informações da SSP

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