Serviços da DRT estão comprometidos por conta da greve que já dura mais de três meses

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Dependendo do serviço quem chega na porta da DRT não é atendido (Fotos: Portal Infonet)
Em greve há mais de três meses, os trabalhadores de nível médio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) permanecem parados em 22 Estados. Eles alegam que tem o pior salário do poder executivo a nível federal. A categoria luta pela criação do Plano de Carreira junto ao governo. O problema é que com a paralisação, diversos serviços prestados na Delegacia Regional de Sergipe estão comprometidos. A emissão da carteira de trabalho só está sendo realizada pelo Núcleo de Apoio ao Trabalhador (NAT).

Segundo o diretor de administração do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sindiprev), Fernando José, a entrega da Carteira de Trabalho Profissional (CTPS) só está sendo realizada para quem deu entrada antes do início da greve.

Serviços que ainda são realizados tem demora no atendimento
“Não estamos realizando esse serviço, pois o Núcleo de Apoio ao Trabalhador (NAT) que funciona no CEAC e as prefeituras conveniadas estão emitindo carteira. No tempo normal, a lei estabelece o prazo de dois a quinze dias para a entrega da carteira, mas com a paralisação o serviço está demorando mais”, informa.

Além da carteira, os trabalhadores que desejam fazer homologação de demissão estão tendo dificuldades. “Estamos fazendo as homologações apenas dos trabalhadores que não tem sindicato laboral e que tem mais de 45 dias de demissão. Os demais serviços estão parados”, revela o diretor do Sindprev.

Com relação à concessão de seguro desemprego, os servidores da Delegacia Regional do Trabalho estão atendendo apenas 50% dos casos. Isso porque uma decisão judicial proferida pelo ministro Hamilton Carvalhido do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o atendimento. “Na decisão ficou estabelecido que temos de atender 50% dos casos de seguro desemprego. Por acordo com a superintendência, estamos realizando cerca de 300 atendimentos por dia no Estado, mas somente os casos em pendência”, explica.

Fernando José conta que a criação do Plano de Carreira colocaria fim a greve
De acordo com Fernando José, há um ano o ministro Carlos Luppi prometeu em visita a Sergipe que faria o plano de carreira. “Nós estamos reivindicando o plano de carreira do MTE, e não que façamos parte de outro ministério. O problema é que nós estamos batendo na intransigência do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que diz que o orçamento comporta um aumento para os servidores da casa”, protesta.

Nesta quinta-feira, 15, às 10h, os servidores vão realizar um ato explicativo para a população entender os motivos da greve dos servidores. Na ocasião informarão à sociedade, ainda, que o governo tem que chamá-los para negociar.

Por Bruno Antunes

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