SSP crê em plano para executar dono da fazenda em Itaporanga

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Polícia Civil crê em crime de execução (Fotos: Portal Infonet)

A Polícia Civil descarta completamente a hipótese de assalto à fazenda, onde dois homens morreram e a namorada do dono saiu ferida, crime registrado na madrugada do domingo, 15, no município de Itaporanga D´Ajuda. A Polícia trabalha como crime de execução em decorrência das características encontradas no local onde ocorreu o duplo homicídio, uma fazenda no povoado Rio Fundo do Arame, às margens da BR 101, nos fundos de um posto de combustível desativado.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o dono do imóvel, Marcelo Melo Alves, já vinha sendo investigado por envolvimento com o tráfico de drogas e há suspeita que a ação criminosa o tinha como alvo da execução. O caseiro, Manoel Jesus da Conceição, 45, que também foi morto nessa ação criminosa, não tinha participação nos supostos crimes que o dono do imóvel teria praticado e não seria alvo dessa suposta articulação planejada para matar Marcelo.

Conforme a SSP, está completamente descartado o crime de latrocínio, diferente dos primeiros levantamentos realizados pela Polícia Militar, que levaram ao entendimento de assalto. Na ótica da Polícia Civil, os criminosos chegaram à fazenda dispostos a matar o dono do imóvel. O corpo do caseiro foi encontrado em um compartimento da casa, o corpo do dono foi localizado momentos depois em um matagal na própria fazenda e a namorada dele estava ferida próximo à cancela.

Nenhum pertence das vítimas foi roubado, inclusive a equipe encontrou dinheiro no bolso da roupa que o dono do imóvel usava, assim também como estavam no local do crime arma do caseiro. Assim como outros pertences de valor estavam no local, intactos, a exemplo do veículo, joias e eletroeletrônicos. A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses, mas não divulga para não atrapalhar as investigações.

A comunidade pode contribuir transmitindo informações sobre suspeitos através do telefone 181, o Disque Denúncia da SSP. A ligação é gratuita e a identidade do colaborador será preservada.

por Cassia Santana

 

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