TJ adia negociação e revolta servidores

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Servidores lotaram auditório da OAB
A chuva não atrapalhou e em clima de muito barulho os servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) seguiram em caminhada da sede do órgão até o prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SE). Com a promessa de que uma negociação concreta sai até o dia 15 de agosto, os trabalhadores estão muito insatisfeitos e ainda hoje definem se a paralisação vira greve.

Centenas de profissionais compareceram ao auditório da Ordem para tomar conhecimento do que foi discutido entre o presidente do TJ, Roberto Porto, e o presidente da OAB-SE, Henri Clay, que se prontificou a intermediar a negociação. Convictos de que um índice de reajuste já seria sinalizado, os servidores ficaram decepcionados ao ouvir a proposta.

Henri Clay intermediou negociação
“A proposta é zerar essa situação, pois dessa forma ninguém ganha. O presidente do Tribunal de Justiça se mostrou sensível à retomada das negociações, comprometendo-se a discutir com os servidores a possibilidade de promover reajuste salarial, aumento no auxílio à saúde e no auxílio à alimentação e a possibilidade de evitar punição aos servidores que aderiram ao movimento grevista e ao Sindicato da categoria”, relatou Henri Clay.

A data foi estipulada diante da informação concedida pelo presidente do Tribunal de que a Secretaria da Fazenda precisa deste prazo para entregar as planilhas de receita disponível para uma possível concessão de reajuste salarial. 

Plano defasado

Rebatendo os comentários de insatisfação que tomaram conta da platéia, o presidente da OAB-SE disse que o seu papel de mediador da crise entre a cúpula do Tribunal de Justiça e os funcionários não compete negociar percentuais de aumento, mas arrancou aplausos ao revelar que fez Roberto Porto reconhecer que o atual Plano de Cargos e Salários está defasado.

Em uma paralisação inédita na história do Poder Judiciário sergipano, os servidores do Tribunal de Justiça cruzaram os braços na segunda-feira, 27, reivindicando um aumento salarial de 28%, aumento do auxílio-alimentação, do auxílio-saúde e reformulação do Plano de Cargos e Salários.

Por Glauco Vinícius

(A matéria foi alterada às 17h 55 para correção em uma fala do presidente da OAB/SE, Henri Clay Andrade)

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