Transporte público: Setransp diz que 40% da frota está prejudicada

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Setransp disse que frota de ônibus está desfalcada e enfrenta grandes dificuldades para operação (Foto: Setransp)

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) informou no início da noite desta sexta-feira, 19, que mais de 40% da frota de ônibus do serviço de transporte público coletivo de Aracaju e da região metropolitana foi desfalcada e os quase 60% que está operando enfrenta grandes entraves para continuar atendendo à população. A situação está relacionada aos protestos promovidos por rodoviários que reivindicam, entre outras coisas, o retomo do pagamento do ticket-alimentação.

O Setransp disse que os motoristas estão evitando locais do itinerário das linhas de pontos de maior concentração dos manifestantes, para resguardar os próprios passageiros e denunciou que pessoas em motos estão abordando os veículos em circulação com ameaças impedindo de seguirem viagem.

Ainda segundo denúncias do Setransp, muitos ônibus foram vandalizados, tendo os pneus rasgados e vidros quebrados, inclusive os alguns da frota reserva e outros que haviam passado por reparos, após a primeira ação de manifestantes que participam de Assembleia com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Aracaju (Sinttra).

O Sindicato informou que todos os esforços estão sendo movidos para que o serviço de transporte não seja interrompido e recrimina os danos que estão sendo causados à população, à mobilidade urbana e ao serviço de transporte. “O prejuízo dos atos desta sexta-feira, 19, infelizmente, afetam não apenas hoje a prestação do serviço, mas devem trazer consequências para os próximos dias quanto ao desfalque na frota. A SMTT está acompanhando toda a situação e dando as orientações necessárias”.

Indicativo de greve

O Sinttra informou não ter relação com os protestos, porém divulgou que a categoria aprovou um indicativo de greve (situação em que os trabalhadores podem a qualquer momento deflagrar uma greve). Na segunda-feira, 1º de março, haverá uma audiência com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para debater o assunto.

Por Verlane Estácio com informações do Setransp

 

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