Vandalismo prejudica equipamentos da Orla de Atalaia

0
Atos constantes elevam o custo de manutenção do local

Reparos na pintura da fachada e instalação de cobogós nos banheiros, troca de encosto de madeira de bancos e pintura de bancos de concreto e poda de coqueiros, foram alguns dos serviços de manutenção realizados na orla da praia de Atalaia, Zona Sul de Aracaju, logo após o último feriado. O trabalho é realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs).

As manutenções constantes nesta área da cidade se devem, principalmente, aos atos de vandalismo praticados nas áreas de lazer e de urbanização em toda extensão da orla, o que têm causado sérios danos ao patrimônio público, elevando custos financeiros ao Estado. São pichações, quebra de encostos de bancos, furto de basculantes dos banheiros, entre outros ataques ao bem público. De acordo com a superintendente executiva da Sedurbs, Deborah Dias, o problema fica ainda mais visível depois de feriados prolongados, quando a área de lazer recebe um número maior de pessoas.

“Após o feriado da Semana Santa, percebemos vários atos de vandalismo e estamos fazendo a reparação dos equipamentos. Além da manutenção que já é realizada, tem estes serviços que são feitos fora do cronograma, o que acrescenta custos”, explicou Deborah Dias.

A superintendente informa ainda que os basculantes de alumínio do banheiro foram furtados mais uma vez e que os bancos de madeira tiveram que ter os encostos substituídos novamente, poucos dias depois de consertados, porque foram arrancados. Além dos bancos de concreto, que haviam sido pintados há menos de 20 dias. “Dos 20 bancos que foram pintados no início do mês, no entorno da pista de patinação e estacionamento, 15 já estão pichados novamente.

“Esses bancos foram pintados há 15 dias, mas já foram quase todos pichados. Também foi feita a substituição do encosto de madeira em cinco bancos de concreto próximos à passarela do Hawaizinho. A manutenção é feita constantemente, porém, com os atos de vandalismo, temos que antecipar muitos destes serviços, o que gera gastos. É preciso que a população nos ajude na manutenção, porque o dinheiro usado nesse trabalho poderia ser investido em outras coisas para a própria população usufruir”, disse a superintendente.

Vendedor de coco há 3 anos, em um quiosque próximo à pista de patinação, Anselmo de Souza é testemunha dos constantes atos de vandalismo no local. “É muito triste o que acontece aqui. Geralmente, alguns grupos de três ou mais jovens, principalmente em dia de domingo, das 18h à meia-noite, sujam, quebram os encostos, picham os bancos, arrancam peças do banheiro, picham e quebram as lixeiras, sem contar nas pessoas que arrancam os olhos dos coqueiros para fazer artesanato e aí os coqueiros morrem”, lamentou o vendedor.

A estudante de engenharia florestal, Maria Vitória Melo, de 19 anos, em visita a orla, condenou os atos de vandalismo. “É inaceitável, tanto essas pichações nos bancos, quanto nos outros locais, porque nós vemos que é feita a manutenção”, expôs a estudante.

Já Karollyne Moreira, de 19 anos, também estudante de engenharia florestal, acredita que há falta de consciência da população que frequenta o local. “Acho errado, desnecessário e lamentável tanta pichação e tantos equipamentos quebrados, pois, o governo poderia investir em outras coisas ao invés de gastar com consertos. É uma questão de consciência de todos”, argumentou a jovem.

Além dos serviços reparadores, também está sendo realizado o serviço de manutenção da poda dos coqueiros em toda a extensão do calçadão, que é feito a cada três meses a fim de evitar que as palhas e os cachos de cocos caiam na calçada e atinja algum transeunte.
Fonte: ASN

Comentários