Vazamento: Ibama não descarta autuar responsáveis

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Equipe de reportagem flagrou peixes mortos na areia da praia. IBama avaliará se houve impacto ambiental(Fotos: Aldaci de Souza/Portal Infonet)

Manchas de óleo causadas por vazamento em um duto no Campo de Camorim ainda não estão sob controle nas praias da região Sul [Caueira, Abaís, Saco e Mangue Seco]. Mais de 100 trabalhadores de uma empresa contratada pela Petrobras e seis funcionários do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) continuam fazendo o monitoramento e os serviços de limpeza. No local, já é nítida a presença de peixes mortos e vegetação danificada. A Petrobras informou que 90% da área está limpa e que por medida de precaução, foram instaladas também barreiras de contenção no estuário do Rio Real. O Ibama volta a realizar sobrevôo na tarde desta segunda-feira, 27, e não descarta autuar responsáveis por possível impacto ambiental.

De acordo com o superintendente do Ibama em Sergipe, Manoel Rezende, desde que tomou ciência do vazamento de sete metros cúbicos de óleo em um duto que integra as plataformas de produção PCM-5 e PCM-6 no Campo de Camorim, a 10,3 Km da costa de Aracaju, que equipes começaram a fazer o monitoramento, sendo que a principal preocupação é com prejuízos ao meio ambiente.

Ibama está preocupado com a extensão do dano ambiental

“Concluida essa fase, vamos iniciar a elaboração de um relatório ambiental e encaminhar à Petrobras. Depois do laudo, se for concluído que houve lesão ao meio ambiente, não está descartada a autuação ao causador do impacto”, alerta.“Desde a última quinta-feira, 23 fizemos dois sobrevoos e vamos realizar o terceiro hoje à tarde para acompanhar os trabalhos de limpeza das praias e a possibildiade de impacto na fauna marinha como também verificar se as praias estão aptas ao banho, por sergipanos e turistas. Estamos focados e preopcupados com a extensão do dano ambiental”, destaca Manoel Rezende enfatizando a preocupação com o período do Defeso do Camarão, que pode ser prejudicado.

Limpeza

Ibama também avaliará o impacto na vegetação local

O Portal Infonet acompanhou na manhã desta segunda-feira, 27 os trabalhos de limpeza por parte de equipes de terceirizados da Petrobras. “O trabalho vem sendo intenso. Formamos montes de areia na tentativa de enxugar todo esse óleo”, afirma uma das trabalhadoras que preferiu não ser identificada.

No local, funcionários da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), faziam os registros por meio de câmeras fotográficas e filmadoras. Segundo o diretor Administrativo e Financeiro da empresa, Antõnio Márcio Rocha de França, “a Adema está apenas acompanhando o processo como órgão ambiental, desde o último sábado, 25 quando soube que o óleo chegou às areias das praias, mas o monitoramento é de competência do Ibama. Nossa ação é de apenas registrar para dar possíveis subsídios ao Ibama”, diz.

Turistas

Equipes trabalham na limpeza

Muitos turistas aproveitavam as belezas das praias do Abaís e do Saco nesta manhã. “Viemos de Curitiba e não estávamos sabendo que o vazamento de óleo, tinha afetado essa região. Vamos tomar cuidados”, afirma Evandro Oliveira, que trabalha em uma multinacional.

Petrobras

A Petrobras iinformou por meio de nota que “prosseguem os trabalhos de limpeza em pontos de ocorrência de óleo entre as Praias de Caueira, Abaís, Saco e Mangue Seco , localizadas nos municípios de Itaporanga e Estância em Sergipe, e Jandaíra na Bahia, que foram afetadas pelo vazamento de 7 m3 de óleo ocorrido na última quinta-feira (23/4) na Bacia de Sergipe-Alagoas.

Montes de areia colocados sobre as manchas de óelo

Adema faz o registro dos trabalhos

Turista de Curitiba estava com a família na praia

Uma equipe composta por 170 agentes ambientais está, neste momento, concluindo o recolhimento de pelotas de óleo que chegaram à costa. Por medida de precaução, conforme informado ontem, foram instaladas também barreiras de contenção no estuário do Rio Real, mas o óleo não chegou a esse local.

Cerca de 90% da área afetada já está totalmente limpa e a previsão é que os trabalhos sejam concluidos no dia 28/04. A Petrobras está empenhando todos os esforços e mobilizando todos os recursos, equipamentos e equipes especializadas para resolver a contingência o mais breve possível, dentro dos mais rigorosos padrões de segurança. Foi constituída comissão para análise das causas do vazamento”.

Por Aldaci de Souza

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