Violência doméstica tem cura

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Se uma criança cresce ouvindo que não é capaz de fazer algo e recebe um tapa cada vez que tenta se manifestar, pode ser que a educação não esteja sendo a mais indicada. Existem várias formas de violência doméstica e, geralmente, quem ainda não é capaz de se defender é quem mais sofre com os desmandos de quem deveria zelar pelo bem estar dos filhos.

 

A violência doméstica pode se caracterizar não apenas pela agressão física, mas por outras diversas formas. De acordo com a ONG Missão Criança Aracaju, existem poucos estudos na área que demonstrem um mapeamento efetivo da situação no Brasil. Um dos poucos, intitulado “A Voz dos Adolescentes”, mostra que dos 5.280 adolescentes entre 12 e 18 anos ouvidos em todas as regiões do país, 6% declararam terem sido agredidos com algum objeto, em casa, enquanto outros 18% dizem que já foram mal-tratados com gritos e xingamentos.

 

De acordo com texto enviado pela ONG, a psicóloga da instituição, Aline Maciel, explica que os traumas psicológicos serão tão maiores quanto for a negligência dos pais: “Se essas crianças não conseguirem verbalizar essa agressão, ou suas reclamações forem negligenciadas pelos pais, elas passam a se sentir inferiorizadas, sem valor”. Outra conseqüência é que os meninos e meninas mal-tratados podem se tornar agressivos.

 

Todo esse assunto foi levantado a partir da Unicef, que publicou o estudo “A Situação da Infância”. A entidade revela que é usual que crianças agredidas venham a se tornar agressoras. Porém, existem formas de se perceber que um jovem está passando por mal-tratos, como observar marcas em seu corpo, fraturas reiteradas, marcas de queimaduras por cigarro, manchas etc. Negligência, desnutrição, falta de higiene adequada ou de assiduidade à escola podem ser outros sintomas.

 

Caso haja desconfiança de que uma criança foi mal-tratada, a pessoa deve se dirigir para o Conselho Tutelar da região. Os médicos também podem fazê-lo ao tratar de casos como esse. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), médicos e professores são obrigados a fazerem as denúncias.É prevista, ainda, uma multa de 3 a 20 salários de referência para o profissional não que faça a denúncia.

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