Vítimas de falso padre comemoram condenação

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A mãe e a avó das crianças que foram molestadas por um falso padre, em 2003, comemoram a condenação de nove anos do acusado por crime de pedofilia. “Justiça foi feita. Agradeço ao juiz e aos promotores. Agora ele está entregue a Deus, está pagando o que fez. Mas é uma recordação triste para o resto da vida da gente”, disse Iracilda dos Santos, avó dos garotos, em entrevista a repórter Magna Santana, da rádio Jornal AM.

 

A sentença foi proferida pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Aracaju, José Hora Neto, na última quinta-feira. O “padre” José Maria Ribeiro, 39 anos, da Igreja Católica Apostólica Brasileira, está preso, desde outubro do ano passado, no Quartel da Polícia Militar, no Centro de Aracaju.

 

Segundo a avó das crianças, ela começou a freqüentar a igreja por ser mais próxima de sua residência. “Também achei que era imitando a Igreja que eu freqüentava”, comentou Iracilda. O neto mais velho, de 13 anos, queria muito ser coroinha e a família acabou criando uma amizade com o padre e com a adolescente que morava com ele.

 

“Minha mãe lavava e passava para ele. Depois descobrimos que ele convivia com essa menina, mas que já tinha três filhos com outra mulher”, disse Maria Iraildes dos Santos, mãe de duas das crianças assediadas. O “padre” chamou um dia o filho de Iraildes, de 13 anos, alegando que ele seria coroinha. Pediu para o menino colocar a batina e ficou acariciando as costas do garoto. A sorte que alguém bateu na porta e o menino correu assustado.

 

O garoto contou tudo para a avó, que preferiu ficar em silêncio e se afastou da igreja e do padre. No entanto, algumas semanas depois, ele tentou fazer o mesmo com dois meninos mais novos, de 5 e 6 anos. Foi quando a mãe dos meninos, Iraildes, prestou queixa na delegacia.

 

José Maria morava em um dos cômodos da sede da igreja, um galpão na avenida Juscelino Kubistchek, próximo ao condomínio Visconde de Maracaju, em companhia de Lidiane Guedes, que na época tinha 13 anos e já carregava um filho do padre. Atualmente, segundo Iracilda, Lidiane passa por dificuldades e está grávida novamente do “padre”.

 

“Acho muito errado a igreja continuar funcionando. Como uma igreja dessas pode casar alguém? Hoje, escuto missa no rádio, vejo pela televisão, mas deixei de ir na Igreja, até mesmo na Pio Décimo, onde sempre rezava”, lamenta Iracilda, referindo-se à Igreja Católica Apostólica Romana localizada na avenida Maracaju.

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