“A Sensibilidade” expõe arte surda na Sociedade Semear

"A Sensibilidade" contou com a exposição de todos os tipos de arte na Sociedade Semear (Fotos: Helena Sader/Portal Infonet)

Em comemoração à Semana da Acessibilidade e ao Dia Nacional da Pessoa Surda, foi aberta a exposição de arte contemporânea “A Sensibilidade”. A exposição, que conta com trabalhos artísticos produzidos por pessoas que possuem deficiência auditiva, está montada na Galeria 2 da Sociedade Semear. A abertura ocorreu nesta segunda-feira, 15, com a presença de trinta alunos surdos das escolas Severino Uchôa e John Kennedy. Os trabalhos ficam expostos até a próxima sexta-feira, 19.

O Dia Nacional da Pessoa Surda é comemorado 26 de setembro. E “A Sensibilidade” é um trabalho realizado pela Sociedade Semear, com parceria do Instituto Oi Futuro. Segundo o curador e coordenador da exposição Daniel Renno, o objetivo é permitir inclusão e interação dos participantes com a sociedade através da arte. “É importante que eles possam ter seu espaço para se comunicar. O que está sendo exposto aqui foi produzido por eles e está sendo feito para eles partilharem o que eles pensam. É voltado à vida e a realidade deles”, disse.

O trabalho faz parte do projeto I-Surdo. E segundo Renno, a grande maioria dos participantes são estudantes universitários e não fizeram nenhum trabalho profissional na exposição. “Nós fizemos esta exposição para que os surdos tivessem protagonismo. E a arte é a melhor forma para que os pensamentos deles sejam expostos”, explicou.

Pablo Ramon falou sobre a valorização do trabalho feito por pessoas surdas

Pablo Ramon é estudante da Universidade Federal de Sergipe e é um dos expositores do evento. De acordo com Pablo, “A Sensibilidade” é uma forma de mostrar como os surdos se sentem. “Projetos como esse valorizam o trabalho do deficiente auditivo. Servem para que as pessoas entendam e valorizem nossa capacidade e potencial”, explicou.

O expositor chamou a atenção para o fato de a sociedade muitas vezes desconhecer o universo surdo. “São muitos os que desconhecem a nossa língua. Alguns chegam a ter pena. Nós não precisamos de pena, precisamos de respeito. E que se quebrem os rótulos que as pessoas têm de nós. Nós temos voz e queremos expor o que pensamos”, disse o rapaz. O Portal Infonet contou com o auxílio da intérprete de Libras Solange Silva.

Por Helena Sader e Verlane Estácio

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