“Antes da Escuridão” é fruto de quem aprendeu a cuidar da saúde com otimismo

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Capa do livro
Ao detectar uma carnosidade no olho esquerdo, então submetida a uma biópsia, a escritora e pedagoga Lilian Rocha descobriu que havia sido desenvolvido um câncer de pele na região. O tratamento a base de material radioativo foi a primeira medida a ser tomada na busca pela cura da sua enfermidade, mas ainda aos 33 anos, tais problemas desencadearam o surgimento de glaucoma, aumento da pressão intra-ocular e danos no nervo óptico decorrentes desse aumento, e ‘Destrofia de Fuchs’, doença da córnea lentamente progressiva que geralmente afeta ambos os ollhos.

O desafio de lidar com fatos reais e relatos fictícios, característicos de suas obras literárias e peças teatrais, deu margem ao relato de quem aprendeu a cuidar da saúde com otimismo e bom humor compreendido em ‘Antes da Escuridão’, livro que será lançado hoje, 6, às 19h, no auditório da Sociedade Médica de Sergipe (Somese), cuja publicação foi contemplada no Programa SESC de Cultura, em março de 2009.

 Indicado para médicos, sobretudo, oftalmologistas; para pessoas que apresentam algum problema de visão ou que têm parentes com problemas; estudantes de medicina e demais interessados, o livro é o resultado de diversas inquietações ocasionadas pela busca incessante de respostas para diversas perguntas. E mais do que isso: é uma alerta para os que anseiam pela vida, mas hesitam em não felicitá-la com os cuidados mais importantes.

“Os maiores problemas que enfrentei foram desencadeados a partir da minha indisciplina ante as recomendações médicas. Além de me expor ao sol em horários inoportunos e de evitar visitas periódicas ao consultório, eu banalizei a existência de quaisquer diagnósticos, até que as dores começaram a surgir”, lamenta Lilian.

Com todo o reconhecimento obtido pela ânsia de superar barreiras, os leitores de ‘Antes da Escuridão’, não só serão presenteados com momentos de reflexão, mas com uma inédita visita ao universo de quem agora passa a traduzir a própria história de vida do autor. Em meio a uma linguagem de fácil interpretação, as linhas e entrelinhas dessa jornada pela vida procura convencer a quem por ela trilhar, que alguns fardos podem ser carregados em conjunto, até que se tornem leves e dignos de serem lembrados com a alegria de um vencedor.

Lilian Rocha
“Escrever sempre foi uma grande terapia e a maneira mais sensível que encontrei para ultrapassar barreiras foi compartilhar os problemas e fazê-los entendido por outras pessoas que, porventura, estejam passando por situações semelhantes. Ações como essa não causam dores nem cansam as vistas”, declarou com humor a pedagoga.

Satisfeita com a produção, talvez a mais importante delas, Lilian Rocha anseia por ainda escrever muitos livros, capazes de refazer outras belas histórias e de proporcionar vida. É com alegria que, em poucas palavras, dá honras ao seu principal homenageado: “Dedico este livro ao meu olho esquerdo que me inspirou a escrever a história, e ao direito que a ajudou a escrever”, emociona-se.

Biografia 

Nascida em Aracaju, Lilian Rocha é a quarta dos seis filhos de Maria Noemi Gomes e do escritor Petrônio Gomes, de quem herdou a paixão por escrever. Estreou na literatura em 2004, com a obra infanto-juvenil “Deu a louca no meu guarda-roupa”, que lhe rendeu o primeiro prêmio num concurso de Literatura, promovido pelo Banco do Estado de Sergipe, e que em 2007, ganhou uma versão para o teatro.

Isso lhe incentivou a continuar escrevendo, resultando em mais dois livros: “O Bilhete”, em 2006, um emocionante relato de suas experiências em sala de aula, e “O Chá das Oito”, em 2007, seu segundo livro infanto-juvenil.

Em 2007, teve dois projetos contemplados: o primeiro, pela Fundação de Cultura de Aracaju (Funcaju), que transformou em peça teatral seu segundo livro infantil, “O Chá das Oito”; e o segundo, pelo Banco do Nordeste, que transformou em livro uma de suas sete peças teatrais.

“Rasgando o Verbo”, o primeiro dos cinco livros paradidáticos de sua coleção “Língua Solta”, tem como objetivo tornar o ensino da língua portuguesa muito mais concreto e divertido. As obras de Lilian Rocha foram adotadas em 20 escolas sergipanas e serve de suporte para centenas de estudantes na aprendizagem da Língua Portuguesa.

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