Artistas da Terra exaltam Projeto Freguesia

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Ouvir música ao vivo, enquanto se passeia pelos espaços culturais da cidade. Esse é um dos muitos prazeres proporcionados pela Prefeitura de Aracaju, aos moradores e turistas que visitam a capital. O Projeto Freguesia, ação realizada por meio da Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Funcaju) e da Fundação Municipal do Trabalho (Fundat), está retomando as atividades após o recesso por conta dos festejos juninos. O projeto ocorre na capital sergipana há nove anos e satisfaz os freqüentadores das feiras, seja os que estão no evento a trabalho ou a passeio.

Enquanto visitantes circulam pelos espaços culturais da cidade, comprando obras artesanais ou degustando a culinária, um artista se apresenta na tenda armada, entretendo visitantes e trabalhadores do local. A iniciativa já foi responsável por divulgar o trabalho de muitos artistas da terra, servindo de trampolim para a popularidade desses. Bandas como Ode Ao Canalha, Cabedal, Samba de Uma Moça Só, KaraRoots, Elvis Boa Morte & Os Boas Vidas já participaram da ação, e tiveram a oportunidade de projetar sua imagem (e seu som) na cena musical alternativa de Aracaju.

Gratidão

Saulo Sandes, vocalista da Cabedal, lembra com muito carinho de quando tocou no Freguesia, em agosto de 2008: "Aquela foi nossa primeira apresentação, e ver tamanha receptividade do público nos fez continuar. Foi o que nos empolgou para os shows posteriores. Além disso, parte do cachê recebi na época nós investimos na gravação do nosso  primeiro disco", contou Saulo.

Mesmo a frente de uma banda já conhecida, o vocalista de Ode Ao Canalha, Rafael Oliva, também gostou bastante da sua experiência no projeto: "Estávamos a mais ou menos um ano parados, o show que fizemos no calçadão da 13 de Julho marcou o reinício das atividades da banda", revelou o músico. Para Rafael, o Projeto Freguesia é uma salvação não só para o artista, mas para a música sergipana em si.

Diversidade

Uma das maiores virtudes do projeto também é sua variedade. Longe de determinar o que pode ou não tocar nas tendas armadas na Feira do Aratipe ou na Praça Tobias Barreto (locais onde o evento ocorre atualmente), o Freguesia abrange ritmos bem distintos, como o samba, o reggae, o forró e até o gospel.

Roger Madureira, vocalista da Ministério CSS (que se apresentou recentemente no projeto), só tem elogios para a ação cultural: "Temos muito a agradecer. São poucos os projetos que oferecem essa oportunidade aos artistas daqui, ainda mais para os da música gospel. Através do Freguesia, fizemos nossa primeira apresentação fora das igrejas, algo que certamente marca a  história da banda", contou Roger.

Com quase uma década de atividade, o Projeto Freguesia se estabelece como uma das mais bem sucedidas iniciativas de difusão cultural já realizada pela PMA. O coordenador de intercâmbio cultural da Funcaju, Alisson Couto, destacou a eficiência do projeto como o resultado de um trabalho bem organizado e com foco definido, que é "valorizar a cena musical de Aracaju e atrair cada vez mais freqüentadores para as feiras de comidas típicas e artesanato da capital, gerando renda para esses comerciantes e maior visibilidade para os artistas sergipanos".

Programação

E para quem quer conferir o som da terra degustando comidas típicas ou adquirindo uma bela peça de artesanato, neste sábado, 23, o MPB da banda Penha Forte é o destaque do projeto na Feira do Aratipe, localizada na Orla de Atalaia. Já no domingo, é a vez do compositor sergipano Minho San Liver subir ao palco do projeto, na praça Tobias Barreto, no bairro São José. Ambas as apresentações tem início às 20h.  As inscrições para o projeto Freguesia podem ser feitas no setor de Cultura da Funcaju, através do telefone 3179-3695 ou do e-mail: funcaju.cultura@gmail.com.

Fonte: Funcaju

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