Bar do forrozeiro vira ponto de encontro de artistas sergipanos

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Zé Américo: almoço ao som do tradicional forró pé-de-serra.
Ponto de encontro de forrozeiros. Foi assim como ficou conhecido o restaurante do músico José Américo da Fonseca, ou melhor, Zé Américo do Campo do Brito, 50 anos. Aos sábados, além do almoço, os clientes e visitantes do mercado podem se servir de um bom forró pé-de-serra, que é feito ao vivo pelo dono do bar. 

Segundo Zé Américo, o artista quando tem apenas uma atividade não consegue estar sempre trabalhando. “Por isso resolvi ter um comércio, e aproveito para tocar para meus clientes. Além disso, como tenho muitos colegas artistas, como Erivaldo de Carira, Edvaldo do Acordeon, Zé Rosendo e Marluce, Zenilton e tantos outros, eles passaram a freqüentar meu bar, e vez ou outra dão uma palhinha”,explica. Mas o músico ressalta, “não é só forrozeiros que freqüentam meu bar, tenho clientes políticos, compositores, artistas plásticos, além do cidadão comum que vem aqui para aproveitar desse ambiente gostoso”.

Zé Américo começou a ficar conhecido porque sempre que ia a algum barzinho com os amigos, eles pediam para que ele tocasse a sanfona. “Toquei várias vezes no bar do Xaxado. Os colegas sempre me diziam para começar a cobrar. Entretanto, só me profissionalizei há cinco anos”, diz.

Apesar do pouco tempo, Zé Américo já está preparando seu terceiro CD, participou da coletânea de forró feita pela Funcaju, gravou dois clipes, já representou a música sergipana em outros Estados, e pelo terceiro ano consecutivo é uma das atrações do Forró Caju. “Este é o melhor prêmio que já ganhei”, destaca o artista.

SUA HISTÓRIA – Como seu nome artístico sugere, Zé Américo nasceu no município de Campo do Brito, em 1955. Aos 15 anos começou a se interessar pela música nordestina, apesar de desde a infância sempre ter freqüentando os forrós. “Quando não estava na roça, gostava de tocar instrumentos como reco-reco, triângulo, e a zabumba.”, relembra.

Logo veio a paixão pela sanfona. Juntou dinheiro, vendeu as cabras, a égua e outros bens que dispunha para comprar o instrumento. Comprou e passou a tocar para doentes. Aos 17 anos, resolveu tentar uma vida melhor em São Paulo. Lá, vendeu a sanfona e virou motorista de ônibus. Nove anos depois retorna à capital sergipana, e não demora a comprar outra sanfona.

Compra também um bar no mercado central de Aracaju, que atualmente tornou-se ponto de encontro dos artistas sergipanos nos finais de semana. “O mercado sempre foi meu paraíso. Desde menino, quando vinha vender frutas aqui, sou apaixonado por este lugar. Se pudesse morava aqui”, declara Zé Américo.

Apesar das dificuldades, Zé Américo do Campo do Brito concluiu o segundo grau. Hoje, vive ao lado de sua esposa e dos três “herdeiros”. Considera-se uma pessoa feliz e se diz muito reconhecido pela sua terra natal.

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