Biblioteca completa 160 anos com acervo defasado e problemas estruturais

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Estrutura física precisa de melhoras
Apesar dos 160 anos que completa nesta segunda-feira, 16, a Biblioteca Pública Epifânio Dória, uma das mais antigas do país, ainda enfrenta muitos desafios pela frente. Um dos mais notórios é a defasagem do acervo. Segundo a diretora da instituição, Sonia Carvalho, são mais de 20 anos sem adquirir livros. Além disso, a estrutura física é precária, o que compromete a conservação dos mais de 300 mil exemplares que compõem o acervo da instituição.

O prédio que abriga a biblioteca foi projetado especificamente para esse fim, até então ela tinha passado por vários espaços, o primeiro foi o convento de São Francisco em São Cristóvão. A construção foi inaugurada em 1974, e com 34 anos de uso apresenta hoje muitos problemas em todos os setores. De acordo com Sonia, já foi encaminhado um projeto para a Dehop, que prevê a reforma e ampliação do espaço, o próximo passo agora é buscar recursos para colocá-lo em prática.

Estantes que guardam jornais históricos são inapropriadas
História em risco

Já foram levantados vários problemas que comprometem a conservação do acervo e a própria estrutura do prédio. Um deles é a hemeroteca. Alojada numa sala apertada, sem ar condicionado e em estantes inapropriadas o espaço é um dos mais procurados por estudantes e pesquisadores. Verdadeiras relíquias compõem o acervo de jornais antigos, no entanto o espaço é uma verdadeira ameaça para a conservação dessas publicações.

Para salvar este acervo, a instituição conseguiu uma verba da Eletrobrás, cerca de R$ 250 mil para digitalização destes documentos históricos que compõem a hemeroteca. Contudo, este recurso ainda não foi liberado por causa da burocracia da máquina pública. “A única coisa que está pendente são as certidões negativas que o Governo está impedido de emitir, para que a verba seja liberada. Temos que correr para conseguir a liberação da verba logo, antes das eleições”, explica a diretora da biblioteca.

Modernização

Quando for implantada a digitalização da hemeroteca será dado apenas um dos passos para a modernização da biblioteca centenária. Porém já está em vista também um outro projeto para melhorar o acesso dos usuários à história guardada pela instituição. Com o recurso de R$ 100 mil, conseguido através de uma emenda do deputado federal Iran Barbosa (PT), será possível catalogar digitalmente aproximadamente 30% do acervo.

“Esse recurso só vai dar para iniciar o processo. Vamos adquirir o maquinário, instalar o sistema, treinar e contratar pessoas capacitadas”, explica Sônia Carvalho. Através da informatização do acervo, o usuário não vai mais precisar consultar as fichas de papel, ele fará a consulta através de um terminal eletrônico.

Sônia Carvalho aposta na Socieadade para colaborar com a instituição
Apoio dos amigos da biblioteca

“Apesar de todas as dificuldades sou muito otimista. Sei que o sistema não vai mudar de uma hora para outra. Estamos avançando gradativamente na tentativa de colocar a Epifânio Dória em destaque no contexto regional”, aposta a diretora. A meta da bibliotecária que está à frente da instituição há um ano e meio terá o apoio da Sociedade Amigos da Biblioteca, que será fundada durante as comemorações de aniversário da instituição.

A sociedade tem como objetivo fortalecer as ações em benefício da instituição, através de elaboração de projetos e captação de recursos para atuar em diversas áreas que visem melhorar a qualidade da biblioteca. Sonia aposta na iniciativa porque ela funcionará de forma independente, na compra de livros, por exemplo, sem precisar passar pela burocracia do Governo. Pode participar da Sociedade qualquer pessoa que tenha interesse em ajudar a biblioteca.

Clique aqui e confira a programação de aniversário da Epifânio Dória

Por Carla Sousa

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