“Já há muito tempo quem queria festa estava deixando Aracaju para ir para o interior. O forte de Aracaju sempre foi o carnaval de rua. Eu tenho certeza que este carnaval tem mais a cara do aracajuano. Aracaju nunca teve a tradição de carnaval de trio elétrico”, declara o prefeito Edvaldo Nogueira. A proposta abraçada pela prefeitura este ano é de que os aracajuanos e turistas terão a opção de brincar nos blocos espalhados por 21 bairros, e a noite será reservada para a tranqüilidade. Ele defende que os grandes carnavais eram, na verdade, feitos pelos clubes da cidade, como o Vasco, Associação Atlética, Cotinguiba e Iate. Essas manifestações foram decaindo na década de 80, quando os tradicionais bailes aconteciam todos os dias, a partir da sexta-feira e terminava na quarta-feira de cinzas com um encontro das orquestras. Apesar de não haver a proposta de retomada da festa citada pelo historiador, o Governo do Estado, está apoiando e reforçando os carnavais no interior. Para o secretário de Cultura do Estado, Luiz Aberto: “Estão acontecendo coisas novas para consolidação do nosso carnaval, que não é o carnaval nem da Bahia nem de Pernambuco. Com base nisso vamos nos direcionar para programar a festa do próximo ano”. Ele aposta no frevo como o ponto forte deste ano no interior, já que é o ritmo que estará em alta na maioria dos municípios, e de forma mais evidente em São Cristóvão e Neópolis. Programação do Carnaval de rua em Aracaju prossegue até terça
Blocos de rua, bandas de frevo, marchinhas, muito confete e serpentinas marcam um carnaval que promete ser de recomeço em Aracaju e de muita animação à base da diversidade, ou mistura de ritmos, na maioria dos municípios sergipanos. Quem ficar na capital terá a opção de reviver as tradicionais manifestações momescas marcada pelos blocos de rua durante quatro dias. Já aqueles que preferirem curtir o Carnaval ao som do axé e pagode terão que buscar alternativas longe de Aracaju, já que este ano a Prefeitura da cidade acabou com o Carnaju, que acontecia na praça dos mercados. Irreverência é uma das marcas dos tradicionais blocos de rua / Foto: Sílvio Rocha (PMA)
Para o historiador Luiz Antonio Barreto, Aracaju nunca teve um grande carnaval de rua. “O que havia, de algum modo anárquico, era um desfile de pequenos blocos, e a presença, na rua de João Pessoa, de gente brincando, pelo dia. No fim da tarde, em frente aos prédios do Palácio e da Assembléia havia um estrado, para as demonstrações dos passistas, principalmente de frevo, e um espaço para as crianças fazerem rodas”, explica. Luiz Antônio Barreto, defende que a tradição de Aracaju era das festas de clubes / Foto: Arquivo
Festa no Interior do Estado
Além disso, ele afirma que o forte do carnaval sergipano estava mesmo no interior, quando acontecia o Micareme, com a rivalidade dos blocos, em alguns municípios, como Laranjeiras, Maruim, Estância. “A aposta forte deveria ser no sentido da recuperação da Micareme, não como festa política, de largo, mas como a disputa calorosa de blocos, com seus carros alegóricos, suas diferenças…”. Foto: Sílvio Rocha (PMA)
Programações
Para ajudar na hora de decidir o que fazer e para onde ir neste Carnaval o Portal Inofnet disponibiliza as programações das principais festas pelo Estado afora. Há opções para todos os gostos. Confira:
Neópolis mantém a tradição de muito frevo nesse Carnaval
Pirambu encerra Carnaval na terça-feira com arrastão
Estância terá desfile de escolas de samba neste domingo
Barra dos Coqueiros promove Carnaval com frevo e pagode
Canindé do São Francisco realiza Carnaval da Cidadania
Confira a programação das praias do litoral sergipano
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